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@julia.huynh: maybe that’s why my love language is food
Julia Huynh
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Region: US
Wednesday 23 November 2022 21:29:18 GMT
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Comments
『★𓆩🅜𓆪★』 :
as always
2022-11-24 00:26:42
1
E🤠 :
not me reading it as jung kook
2022-11-24 15:53:22
0
カイダ :
Mine is attention
2022-12-03 05:19:49
0
erin 💋 :
fr
2022-12-05 03:55:30
0
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Algumas coisas não fazem sentido até que passam a fazer. Alguns sentimentos nunca existiram até que, de repente, surgem. Então percebemos que o controle da vida é apenas uma ilusão que criamos para afastar a dura verdade de que não somos donos de nada e não possuímos coisa alguma. Afinal, as grandes reviravoltas da vida parecem sempre acontecer nos momentos mais improváveis. E foi assim que vivemos os dois anos mais intensos da nossa trajetória como casal. Resolvemos encarar uma pergunta que, até então, parecia grande demais para nós: queremos ser pais? Quem passa por essa jornada — a da “talvez maternidade”, da “talvez paternidade” — entende que a dor e a ansiedade acabam se tornando companheiras indesejáveis. E, por um momento, a gente pode até se confundir, achando que precisa de certezas para decidir os próximos passos. Mas o que é certo nessa vida? E como sabemos, esperar é caminhar na esperança. E a esperança finca suas raízes até nos solos mais improváveis e faz surgir deles todo tipo de bondade. Foi assim que recebemos nossa filha. Ela nos deixou antes de chegar, mas, ai chegar deixou muito. Por um período de apenas alguns dias, ela nos ensinou que tempestade em copo d’água só assusta quem não está acostumado com o oceano. Nossos medos foram dissipados pela promessa de um sorriso que, infelizmente, não chegamos a ver. Depois de um momento eternizado de luto, veio uma força intensa, embora efêmera. Tentamos várias outras vezes. Sem sucesso. E, como quem chega ao fim de uma estrada, decidimos descansar. Não por falta de forças, mas por falta de estrada. Ficamos, então, no lugar em que nunca imaginamos estar: queríamos filhos, mas não pudemos ter. O instinto natural dizia: vida que segue. E ela seguiu. Na verdade, foi ela quem seguiu na frente. E, quando menos esperávamos, começamos a segui-la também. Porque “o amor, quando nasce forte, tem pressa de ser eterno”. E foi assim que, quando já não procurávamos mais um caminho, começamos a escrever a história do nosso filho — ou da nossa filha. @Franklin Medrado @Suelen Medrado
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