@lengleng92196: Từng bước nở hoa sen 🪷🪷🪷 #thichnhathanh #thiensuthichnhathanh #tungbuocnohoasen #capcut

Leng Leng96
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Monday 27 February 2023 12:32:55 GMT
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Num tempo em que as mulheres deviam ser quietas, decorativas e gratas por serem lembradas, nasceu uma que não pediu licença — nem para existir, nem para pensar, muito menos para amar. Lou Andreas-Salomé. Nome de abalo. Corpo de mulher. Alma de furacão. Não foi musa — foi o próprio incêndio. Enquanto a Europa ergueu altares para homens com grandes nomes, Lou escrevia com a própria alma, dormia com a liberdade, debatia com os gigantes — e saía da sala maior do que entrou. Nietzsche implorou-lhe amor. Rilke rendeu-se à sua inteligência como quem se curva diante de um templo. Freud a tratou como igual — e ouviu. Lou não orbitava ninguém. Era centro. Era começo. Falou de desejo quando isso era proibido. Amou homens e ideias com a mesma fome. Escolheu um casamento aberto quando o mundo ainda trancava mulheres em jaulas de boas maneiras. Foi psicanalista, filósofa, escritora — e, acima de tudo, livre. Com Rilke, ensinou mais que a língua russa: ensinou o abismo da beleza, a coragem de escrever com ferida aberta. Foi a mulher que o fez poeta — e não deixou que ele esquecesse disso. Com Nietzsche, travou uma guerra silenciosa. Ele viu nela algo que temia e desejava: uma mulher impossível de controlar. Quando ele caiu na loucura, o nome dela ainda ardia nos seus papéis. E quando o fascismo bateu à sua porta, Lou partiu antes. Em 1937, pouco antes da Gestapo emitir sua ordem de prisão. Como se a história soubesse: ela não podia ser detida. Lou não cabia em dogmas. Nem em camas. Nem em rótulos. Ela foi a mulher que transbordou todos os homens. E caminhou sozinha, sim — mas com o passo firme de quem sabe o próprio valor.
Num tempo em que as mulheres deviam ser quietas, decorativas e gratas por serem lembradas, nasceu uma que não pediu licença — nem para existir, nem para pensar, muito menos para amar. Lou Andreas-Salomé. Nome de abalo. Corpo de mulher. Alma de furacão. Não foi musa — foi o próprio incêndio. Enquanto a Europa ergueu altares para homens com grandes nomes, Lou escrevia com a própria alma, dormia com a liberdade, debatia com os gigantes — e saía da sala maior do que entrou. Nietzsche implorou-lhe amor. Rilke rendeu-se à sua inteligência como quem se curva diante de um templo. Freud a tratou como igual — e ouviu. Lou não orbitava ninguém. Era centro. Era começo. Falou de desejo quando isso era proibido. Amou homens e ideias com a mesma fome. Escolheu um casamento aberto quando o mundo ainda trancava mulheres em jaulas de boas maneiras. Foi psicanalista, filósofa, escritora — e, acima de tudo, livre. Com Rilke, ensinou mais que a língua russa: ensinou o abismo da beleza, a coragem de escrever com ferida aberta. Foi a mulher que o fez poeta — e não deixou que ele esquecesse disso. Com Nietzsche, travou uma guerra silenciosa. Ele viu nela algo que temia e desejava: uma mulher impossível de controlar. Quando ele caiu na loucura, o nome dela ainda ardia nos seus papéis. E quando o fascismo bateu à sua porta, Lou partiu antes. Em 1937, pouco antes da Gestapo emitir sua ordem de prisão. Como se a história soubesse: ela não podia ser detida. Lou não cabia em dogmas. Nem em camas. Nem em rótulos. Ela foi a mulher que transbordou todos os homens. E caminhou sozinha, sim — mas com o passo firme de quem sabe o próprio valor.

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