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CHEGA DE NORMALIZAR O INACEITÁVEL
Dirijo-me a todas as editoras, autores e influenciadores que lucram, promovem ou silenciam diante de uma tendência literária cada vez mais nojenta e irresponsável: a romantização de violação, incesto e crime organizado em livros eróticos (smut).
Chamam de “fantasia”, “dark romance”, “tabu”? Não. É pornografia disfarçada de narrativa, com conteúdo doentio embrulhado em capas bonitas e linguagem doce. Pior: muitas vezes empurrada para menores de idade por meio de redes como o TikTok, onde booktokers fazem publicidade sem qualquer noção crítica – tudo em troca de livros grátis ou patrocínio.
É inaceitável que:
Violadores sejam descritos como “homens intensos”.
Relações entre irmãos, tios, primos e afins sejam tratadas como paixões arrebatadoras.
Máfias sejam pintadas como contos de fadas, onde raptos e abusos são juras de amor.
ISTO É ABUSO DISFARÇADO DE ENTRETENIMENTO.
E quem lucra com isso, seja escritor, editora ou influencer, está a contribuir para a banalização da violência, do incesto e da cultura da violência sobre mulheres. Estão a transformar traumas reais em fetiche para consumo em massa. Estão a brincar com dor real. Estão a dizer que o abuso pode ser sexy se o abusador for bonito.
Não é apenas imoral. É perigoso.
Exije-se
Responsabilidade editorial: com etiquetas de conteúdo, alertas e revisão ética..
Discussão pública séria sobre os limites entre erotismo e apologia do crime.
Isto não é literatura. Isto é exploração.
E quem fica calado, compactua.
2025-07-06 12:44:47