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Tuesday 19 March 2024 15:24:57 GMT
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Comments

hunny_aaa
Hunny_AAA :
Model pakai size apa yaa??
2024-06-04 03:52:48
0
azierazak7
azierazak7 :
dah bli tadi mmg cantik gila🥰
2024-03-25 17:36:31
0
sandann39
IhsanDanial :
🔥🔥🔥🔥
2024-03-20 06:17:28
0
han.kmn
Han Kmn :
🔥🔥🔥
2024-03-19 21:20:05
0
airashahira_93
AiraShahira :
cunnnn 😍
2024-03-19 17:25:45
0
noramirafaudzi
Noramira Faudzi :
🔥🔥🔥 betull
2024-03-19 17:22:47
0
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A música moçambicana está de luto. Morreu, na noite desta quarta-feira, Salimo Muhamad. O autor de “Mamana Maria” e “Sambrowera fandango” estava internado no Hospital Central de Maputo há mais de uma semana. Domingos Simeão Mazuze Júnior é o seu nome de registo, tendo passado a ser chamado Salimo Muhammad quando se converteu ao Islão. Nasceu a 13 de Agosto de 1948, em Xai- Xai, Gaza, e completaria, dentro de dias, 76 anos de idade. Desde novo que revelou interesse pela música, mas foi nos anos 1970, cumprindo o serviço militar na Força Aérea, em Portugal, que fez as suas primeiras gravações. E depois seguiram vários discos. De regresso ao país, em 1974, Salimo Muhammad passou a actuar, inicialmente, com o seu irmão Alexandre Mazuze, uma colaboração que durou até 1977, quando foi detido e conduzido ao campo de reeducação, em Bilibiza, Niassa. Ali eram mantidos os que as autoridades da época consideravam subversivos. Novamente em Maputo, finda a punição em Niassa, na década de 1980, forma, com Pedro Langa e outros artistas, o grupo Xigutsa Vuma, que dura pouco, mas marca a produção da chamada música ligeira moçambicana. Entre as suas canções, abarcando temáticas de amor, crítica social ou activismo político, contam-se Mamana Maria, Bilibiza, Xantima ibodlela, Magubane, Gungula nhautomi, Sambrowera fandanga, entre outras. A canção “Xantima ibodlela”, tida como apelo à reconciliação, gravada na década de 1980, em plena guerra civil em Moçambique, foi banida das emissões de rádio. Nela, o cantor convidava as partes em guerra (Frelimo e Renamo) a trocarem as armas pelo diálogo, o que veio a acontecer em 1992, em Roma, depois de um milhão de mortes e muita destruição. O amante da música via no país muito talento, mas pouco investimento. Além de cantar, Muhammad, que era também formado em pintura decorativa, foi actor de cinema, com participação na longa-metragem Tempo dos Leopardos, uma produção de 1985. Na política, Salimo Muhamad foi deputado da Assembleia Municipal da Matola, como membro do partido MDM.
A música moçambicana está de luto. Morreu, na noite desta quarta-feira, Salimo Muhamad. O autor de “Mamana Maria” e “Sambrowera fandango” estava internado no Hospital Central de Maputo há mais de uma semana. Domingos Simeão Mazuze Júnior é o seu nome de registo, tendo passado a ser chamado Salimo Muhammad quando se converteu ao Islão. Nasceu a 13 de Agosto de 1948, em Xai- Xai, Gaza, e completaria, dentro de dias, 76 anos de idade. Desde novo que revelou interesse pela música, mas foi nos anos 1970, cumprindo o serviço militar na Força Aérea, em Portugal, que fez as suas primeiras gravações. E depois seguiram vários discos. De regresso ao país, em 1974, Salimo Muhammad passou a actuar, inicialmente, com o seu irmão Alexandre Mazuze, uma colaboração que durou até 1977, quando foi detido e conduzido ao campo de reeducação, em Bilibiza, Niassa. Ali eram mantidos os que as autoridades da época consideravam subversivos. Novamente em Maputo, finda a punição em Niassa, na década de 1980, forma, com Pedro Langa e outros artistas, o grupo Xigutsa Vuma, que dura pouco, mas marca a produção da chamada música ligeira moçambicana. Entre as suas canções, abarcando temáticas de amor, crítica social ou activismo político, contam-se Mamana Maria, Bilibiza, Xantima ibodlela, Magubane, Gungula nhautomi, Sambrowera fandanga, entre outras. A canção “Xantima ibodlela”, tida como apelo à reconciliação, gravada na década de 1980, em plena guerra civil em Moçambique, foi banida das emissões de rádio. Nela, o cantor convidava as partes em guerra (Frelimo e Renamo) a trocarem as armas pelo diálogo, o que veio a acontecer em 1992, em Roma, depois de um milhão de mortes e muita destruição. O amante da música via no país muito talento, mas pouco investimento. Além de cantar, Muhammad, que era também formado em pintura decorativa, foi actor de cinema, com participação na longa-metragem Tempo dos Leopardos, uma produção de 1985. Na política, Salimo Muhamad foi deputado da Assembleia Municipal da Matola, como membro do partido MDM.

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