@andrieledxango_: Anastácia, escrava sofrida, misto de luta e bravura, resistência e doçura. Sua história é contada em versões orais e escritas, registros sobre uma linda mulher que não cedeu aos apelos sexuais do seu senhor, sendo amordaçada e estuprada. A luta de Anastácia tornou-se um exemplo e até hoje sua força inspira a resistência de muitos e muitas devotas. A história de Anastácia, como de muitas negras e negros escravizados trazidos ao Brasil, inicia com a chegada ao Rio de Janeiro no navio negreiro Madalena, vindo do continente Africano em 09 de abril de 1740. A embarcação trazia 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem vendidos como escravos. Entre eles estava a mãe de Anastácia. Delminda foi vendida por mil réis assim que o navio aportou, e como era infelizmente comum a mulheres negras, foi violentada, engravidando de Anastácia. O algoz foi um homem branco, nascendo assim, Anastácia com os olhos azuis. Mulher de beleza exuberante, é sempre representada como uma figura forte, guerreira, ficando conhecida por reagir e lutar contra a opressão do sistema de escravagista. Era cobiçada por sua beleza, despertando a ira dos seus senhores por seu comportamento rebelde e também das mulheres dos senhores que não a toleravam. Para silenciá-la e castigá-la foi condenada ao uso de uma máscara de ferro por toda a vida, a Máscara de Flandres. Tal objeto era fabricado com folha de flandres, usada no período da escravidão no Brasil para impedir que os escravos ingerissem alimentos, bebidas ou terra. Eram trancadas com um cadeado atrás da cabeça, possuindo orifícios para os olhos e nariz, mas impedindo totalmente o acesso à boca. Suportou espancamentos que só terminaram com sua morte. Sua resistência diante da dor e das violências sofridas acabaram por incentivar outros escravizados a resistência e ainda hoje alimenta o culto como “santa popular” por muitos devotos. Anastácia foi uma mulher negra escravizada como muitas outras mulheres. Consideradas mão de obra, podiam ser vendidas, doadas, emprestadas, alugadas, hipotecadas, confiscadas… enfim, susceptíveis de todos os tipos de violência. Realizavam todo tipo de trabalho, desde tarefas pesadas a trabalhos domésticos. Além de viver sob praticas violentas como o trabalho forçado, o açoite e o estupro, também eram obrigadas a serviços sexuais, sendo assim instrumentalizadas, animalizadas, consideradas longe da esfera humana de sentimentos. Não foi diferente após a abolição da escravatura. A dita liberdade veio sem políticas de inserção dos negros e negras na sociedade brasileira. Pós-abolição a opressão toma forma a partir da construção da imagem social do negro e da negra como sendo cruel, vagabundo e marginal, evidenciada a partir da proibição e criminalização da capoeira e a imagem da mulher negra como sedutora e promiscua. Essa imagem construída no início do período republicano embasou um conjunto de discursos e práticas que legitimaram e sustentaram as diferenças sociais, praticas racistas e exclusão as quais são submetidas as populações negras até os dias atuais. Em nove de abril de 1740, no porto do Rio de Janeiro, atracou um navio negreiro com 112 negros Bantus, originários do Congo, para serem escravizados nas terras brasileiras. Entre eles, estava Delminda, arrematada no cais do porto por uns mil contos de réis. Delminda foi violentada e acabou engravidando de um homem branco. Sua filha, Anastácia, nasceu em 12 de maio de 1740. Com olhos azuis e beleza invejável, Anastácia cultivava o desejo e despertava a ira dos senhores e de suas esposas. Resistindo fortemente aos assédios e violências sexuais, a negra escravizada foi sentenciada a utilizar a máscara de flandres pelo resto de sua vida, retirando-a apenas para se alimentar. Quando faleceu, seus restos mortais foram sepultados na Igreja do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos, no Rio de Janeiro, mas sumiram após um incêndio. #pretovelho #tempodaescravidão #fy #umbandista

andrieledxango_
andrieledxango_
Open In TikTok:
Region: BR
Monday 27 May 2024 10:36:40 GMT
22929
380
0
50

Music

Download

Comments

There are no more comments for this video.
To see more videos from user @andrieledxango_, please go to the Tikwm homepage.

Other Videos


About