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Saturday 21 December 2024 08:34:29 GMT
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Comments

ulviye_aliyeva
Ülviyyə_Aliyeva :
İşə ehtiyacı olan xanımlar mənə yazsın ✨✨✨✨
2024-12-21 08:36:57
0
user2797704449708
AVARKA-62 :
👍
2024-12-21 08:59:50
0
vusaleezizova8
ezizli_vuska444 :
👍👍👍
2024-12-21 09:44:34
0
el_isleri_6
El_işleri✨🌹 :
İşə ehtiyacı olan xanımlar mənə yaza bilərsiniz 🌹
2024-12-21 16:24:34
0
1991_02_16
😊👀 :
salam sizdə kredit aktivdi?
2024-12-21 16:52:06
0
userr_o9o
foopexcr :
🤩🤩🤩🤩🤩🤩🤩🤩🤩
2024-12-25 20:35:48
0
hhgyyygcc
🤍 :
😁
2024-12-25 23:12:43
0
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Tem gente que pergunta muito. Quer saber detalhes, contextos, histórias inteiras. Mas nem sempre quer, de fato, te entender. E isso não é uma crítica, é um retrato do nosso tempo. A gente aprendeu a perguntar antes de aprender a escutar. Hoje, a intimidade parece acessível demais. Tudo se conta, tudo se mostra, tudo se comenta. Mas, ainda assim, pouca coisa é realmente compreendida. Na prática, e também na clínica, essa diferença aparece de forma muito nítida: há perguntas que acolhem, e há perguntas que atravessam. O corpo percebe antes da mente explicar. Tem algo que contrai. Algo que expõe além do que estava pronto. Existe uma distinção silenciosa entre interesse genuíno e curiosidade investigativa. O primeiro nasce do desejo de compreender o outro em sua singularidade. O segundo, muitas vezes, tenta apenas preencher uma falta, não do outro, mas de quem pergunta. Como já apontava Winnicott, maturidade emocional também envolve a capacidade de sustentar o espaço entre as pessoas sem invadi-lo. E isso, na vida real, é raro. Porque sustentar o outro exige presença, não acesso. Exige tempo, não respostas rápidas. Exige cuidado, não apenas interesse. Nem toda curiosidade é afeto. E nem todo silêncio é ausência. Tem gente que pergunta pouco… mas oferece um tipo de presença que organiza por dentro. E, no fundo, é isso que diferencia quem apenas quer saber de quem realmente sabe estar. Talvez por isso, mais importante do que quantas perguntas alguém te faz, seja perceber como tu te sente ao respondê-las. Te amplia… ou te expõe? Te acolhe… ou te invade? Juliana Formigari Psicóloga | Psicanalista  CRP 06/213192 #saudemental #autoconhecimento #psicologia #relacoes #inteligenciaemocional
Tem gente que pergunta muito. Quer saber detalhes, contextos, histórias inteiras. Mas nem sempre quer, de fato, te entender. E isso não é uma crítica, é um retrato do nosso tempo. A gente aprendeu a perguntar antes de aprender a escutar. Hoje, a intimidade parece acessível demais. Tudo se conta, tudo se mostra, tudo se comenta. Mas, ainda assim, pouca coisa é realmente compreendida. Na prática, e também na clínica, essa diferença aparece de forma muito nítida: há perguntas que acolhem, e há perguntas que atravessam. O corpo percebe antes da mente explicar. Tem algo que contrai. Algo que expõe além do que estava pronto. Existe uma distinção silenciosa entre interesse genuíno e curiosidade investigativa. O primeiro nasce do desejo de compreender o outro em sua singularidade. O segundo, muitas vezes, tenta apenas preencher uma falta, não do outro, mas de quem pergunta. Como já apontava Winnicott, maturidade emocional também envolve a capacidade de sustentar o espaço entre as pessoas sem invadi-lo. E isso, na vida real, é raro. Porque sustentar o outro exige presença, não acesso. Exige tempo, não respostas rápidas. Exige cuidado, não apenas interesse. Nem toda curiosidade é afeto. E nem todo silêncio é ausência. Tem gente que pergunta pouco… mas oferece um tipo de presença que organiza por dentro. E, no fundo, é isso que diferencia quem apenas quer saber de quem realmente sabe estar. Talvez por isso, mais importante do que quantas perguntas alguém te faz, seja perceber como tu te sente ao respondê-las. Te amplia… ou te expõe? Te acolhe… ou te invade? Juliana Formigari Psicóloga | Psicanalista CRP 06/213192 #saudemental #autoconhecimento #psicologia #relacoes #inteligenciaemocional

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