MarcosSenpai :
Bernado faz um lanche pra um cara que sente um vazio que não pode ser preenchido, um eco que ressoa mesmo no mais absoluto silêncio. Os dias passam como sombras, arrastando-se preguiçosamente, enquanto o peso do tempo parece dobrar sobre si mesmo. Cada suspiro é uma lembrança de que o ar existe, mas não o alívio.
Os sorrisos que um dia iluminavam o rosto agora são memórias desbotadas, como fotos antigas que o tempo desfez. Há uma constante busca por algo que nem mesmo tem nome — uma sensação de pertencimento, uma faísca de significado em meio à escuridão sem fim.
As noites são longas, quase infinitas, preenchidas por pensamentos que dançam como espectros. O sono, quando chega, é inquieto, marcado por sonhos fragmentados que mais confundem do que confortam. E então, ao amanhecer, começa tudo de novo.
É como andar em um deserto sem fim, onde cada passo é mais pesado que o anterior, e a miragem da felicidade está sempre fora de alcance. Mas, mesmo assim, continuamos caminhando. Talvez seja teimosia, talvez esperança. Ou talvez seja simplesmente o medo de parar e se perder de vez.
2025-03-24 17:22:44