Gustavo Serafim :
A badbitch de Jurerê, nem precisa ter nome, pois elas são todas iguais, ue revela muito sobre a psicologia do eu lírico. Ao não individualizar essa mulher, Japa a transforma em um arquétipo: ela não é alguém, ela é todas. Uma sucessão de rostos e corpos que, apesar de diferentes, provocam a mesma sensação, o mesmo vazio, o mesmo falso conforto. Desde os primeiros versos, somos transportados para um universo onde o hedonismo moderno — com codeína, Bombay, relógios Rolex e BMWs com interior bege — serve como anestesia para algo mais profundo: um vazio disfarçado de intensidade. Desde os primeiros versos, somos transportados para um universo onde o hedonismo moderno — com codeína, Bombay, relógios Rolex e BMWs com interior bege — serve como anestesia para algo mais profundo: um vazio disfarçado de intensidade.
2025-07-13 22:41:24