Surfista 🔝 :
Tem gente que passa na nossa vida... e tem gente que fica. Não no corpo, nem na presença. Fica no cheiro que a memória guarda, no som de uma risada que a gente ouve até em silêncio. Ela foi isso. Não só alguém que passou. Ela marcou. De um jeito que ninguém mais conseguiu. Ela tinha um jeito só dela. Um equilíbrio entre calmaria e intensidade. Não era muito de doce, achava tudo “enjoativo”, dizia. Mas comida japonesa? Aí não tinha argumento. E se tivesse um lanche junto, então... impossível ela resistir. O brilho nos olhos entregava. Era fã do Luan Santana como se cada letra tivesse sido escrita pra ela. E, no fundo, eu acho que foi. Porque ela sentia tudo com o coração. Ela era feita disso: sentimento. Gostava da cor vinho. Não era por acaso. Vinho é cor de gente que sente fundo, que ama bonito. Era a cor dela. E, olha... combinava com o olhar que ela tinha. Intenso. Calmo. Bonito. Olhar de quem te enxerga mesmo quando você finge estar bem. O cabelo liso, escorrendo nos ombros como cena de dorama — e não por acaso ela amava isso também. Passava horas assistindo e eu, sem entender nada, ficava só observando ela se emocionar. E pensava: “é por isso que ela gosta tanto... porque ela se vê ali”. Forte. Frágil. Linda. Torcia pro São Paulo. Não era só torcida, era amor mesmo. Quando falava do time, era como se o mundo parasse por uns segundos. E eu parava junto, só pra admirar. Mas aí... eu errei. Não foi um erro só. Foi um somatório de atitudes pequenas que juntas se tornaram grandes demais pra ela continuar aguentando. E quando vi, já era tarde. Perdi ela. E perdi mais que isso. Perdi o chão. Perdi minha paz. Perdi a chance de continuar ao lado de alguém que eu daria tudo pra não ter machucado. Hoje, ela é lembrança. Boa e dolorida ao mesmo tempo. Ela foi, sem dúvidas, o amor da minha vida. E eu sei — por mais que a vida siga, por mais que outras pessoas passem... difícil vai ser alguém ocupar o espaço que ela preencheu.
2025-08-06 19:39:07