Laurine :
Nasci em 20 de outubro de 2004 e namoro alguém que nasceu exatamente no mesmo dia que eu, na mesma maternidade, com apenas algumas horas de diferença (ele é mais velho). Cresci no mesmo bairro, brincávamos no mesmo parque quando éramos crianças, ele morou na rua de trás da minha casa e ainda descobrimos que estudamos na mesma escola, porém em épocas diferentes (ele concluiu os estudos antes, pelo Enseja). Foi aos 19 anos que o destino finalmente nos uniu. Nosso primeiro contato foi uma simples solicitação de amizade no Instagram (até hoje nenhum de nós lembra quem seguiu quem kkk). Dias depois, fui ao McDonald’s encontrar meus amigos, que estavam sentados numa mesa redonda jogando Uno. Cheguei quietinha, fiquei em pé atrás de um deles observando o jogo, quando, de repente, olhei para baixo e ele, sentado bem ali na cadeira do lado, ergueu o olhar ao mesmo tempo. Nossos olhos se encontraram por alguns segundos, como se o universo tivesse feito uma pausa silenciosa só para aquele instante. Não trocamos palavras, nem sorrisos, apenas aquele olhar carregado de algo que ainda não entendíamos. Depois de conversarmos alguns dias pelo Instagram, nos encontramos por acaso na rua. Eu estava voltando para casa com alguns amigos quando ele surgiu do nada. Veio todo simpático para me cumprimentar, mas antes roubou o salgadinho da minha mão, pegou uma quantidade generosa e só depois apertou minha mão como se tivesse feito a coisa mais normal do mundo kkk. Foi, sem dúvida, o cumprimento mais atrevido e marcante que já recebi na vida. A partir daí, conforme as mensagens e fluíam, fomos descobrindo uma quantidade impressionante de coincidências e experiências de vida muito parecidas, amigos em comum que nunca havíamos relacionado e toda uma história paralela que durou anos sem que soubéssemos da existência um do outro. Até hoje ficamos impressionados e nos perguntamos como passamos tanto tempo tão perto sem nunca nos cruzarmos.
2026-05-13 18:00:39