N_zo :
acho que sua conclusão é oposta a minha kkkkkk porque não importa quando eu mudei, eu posso ter mudado tudo em mim, isso não me torna outro algo, ou outro eu, porque é exatamente o processo de mudar que faz com que seja mais eu do que os outros. Eu sou o barco de Teseu pq eu tive que mudar todas as tábuas dele, se eu permanecesse como era, eu não seria o barco de Teseu, seria apenas barco, porque não teria nada que me definiria como O barco de Teseu. O que define ele é passagem pela mudança, não as tábuas que permanecem nele. Quanto ao monte de arroz, ele nunca deixou de ser um monte, ele só se mexeu, se deslocou, de dividiu e reagrupou em ordem diferente, na mesma, não importa.
O problema desses paradoxos/pensamentos é que eles definem o ser enquanto estático, eterno e imutável, enquanto o ser é transmutável. Mudar não me faz deixar de ser eu, só me torna mais eu "essencialmente", porque, por definição, pra que qualquer outra coisa seja eu, ela precisará mudar tanto quanto eu, já que a minha definição não é meu estado, mas minha história.
2026-01-12 02:04:14