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Custava $95 Milhões  Hoje, Custa $500 Em 2001, sequenciar um genoma humano custava $95 milhões. Hoje sai por menos de $500. Uma queda de 190.000 vezes em 20 anos — a curva de aprendizado mais rápida da história da tecnologia. Mais rápida que a Lei de Moore. Mais rápida que qualquer coisa que a humanidade já construiu. O Projeto Genoma Humano levou 13 anos e $2,7 bilhões. Com uma rivalidade épica no meio: Francis Collins pelo consórcio público vs Craig Venter pela Celera privada, numa corrida para ver quem mapeava o DNA humano primeiro. Resultado em 2003: o genoma humano publicado. 3 bilhões de pares de bases. 25.000 genes. Mas 8% do DNA ficaram escondidos até 2022 — a região mais repetitiva e complexa, que ninguém conseguia sequenciar antes. E aí a IA entrou de cabeça: o AlphaMissense do Google DeepMind classificou 23 milhões de mutações provavelmente patogênicas em meses. O que humanos não conseguiriam fazer em séculos. Mas tem uma camada que quase ninguém comenta: Mais de 90% dos dados genéticos do mundo vêm de ascendência europeia. Sem dados latinos, nenhum modelo de IA serve para a medicina brasileira. É por isso que a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, lidera o projeto
Custava $95 Milhões Hoje, Custa $500 Em 2001, sequenciar um genoma humano custava $95 milhões. Hoje sai por menos de $500. Uma queda de 190.000 vezes em 20 anos — a curva de aprendizado mais rápida da história da tecnologia. Mais rápida que a Lei de Moore. Mais rápida que qualquer coisa que a humanidade já construiu. O Projeto Genoma Humano levou 13 anos e $2,7 bilhões. Com uma rivalidade épica no meio: Francis Collins pelo consórcio público vs Craig Venter pela Celera privada, numa corrida para ver quem mapeava o DNA humano primeiro. Resultado em 2003: o genoma humano publicado. 3 bilhões de pares de bases. 25.000 genes. Mas 8% do DNA ficaram escondidos até 2022 — a região mais repetitiva e complexa, que ninguém conseguia sequenciar antes. E aí a IA entrou de cabeça: o AlphaMissense do Google DeepMind classificou 23 milhões de mutações provavelmente patogênicas em meses. O que humanos não conseguiriam fazer em séculos. Mas tem uma camada que quase ninguém comenta: Mais de 90% dos dados genéticos do mundo vêm de ascendência europeia. Sem dados latinos, nenhum modelo de IA serve para a medicina brasileira. É por isso que a geneticista Lygia da Veiga Pereira, da USP, lidera o projeto "DNA do Brasil" — sequenciando 15 mil brasileiros para corrigir esse viés antes que a medicina de precisão chegue ao país sem funcionar para a maioria da população. Os dados que faltam são tão importantes quanto os que existem. Segue o @abelezadosdados — a beleza está na queda de $95 milhões para $500 e no que ainda falta mapear. #Genoma #DNADoBrasil #AlphaMissense #InteligênciaArtificial #ABelezaDosDados

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