@arianaleavy: pump and pour with me #pumping #breastmilk #breastfeeding #willow #fyp

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Existe uma geração inteira de brasileiros que nasceu depois de 2003 e não tem memória do país antes da chegada de Lula à Presidência. Para esses jovens, imagens dos anos 80 e 90 podem parecer de um passado distante. Mas a fome e a miséria extrema faziam parte do cotidiano de milhões. Dados do Ipea apontam 58 milhões de pobres e 27,7 milhões de pessoas em extrema pobreza em 1990. No início dos anos 2000, a FAO estimava que 19 milhões de brasileiros estavam subalimentados. Em 2002, mais da metade da população era pobre em 32,6% dos municípios. No Nordeste, isso ocorria em 77,1% das cidades. Era resultado de uma estrutura social construída durante séculos. Desde a colonização, passando por mais de 300 anos de escravidão e por uma República marcada pela concentração de terra, renda e poder, o Brasil manteve enorme parcela da população à margem. Em 1872, apenas 18,6% da população livre era alfabetizada, índice de 0,1% entre os escravizados. Mesmo após a industrialização e a redemocratização, o país chegou ao fim do século XX entre os mais desiguais do mundo. A fome brasileira, como denunciava Josué de Castro, não era consequência da falta de alimentos, mas de uma estrutura social profundamente desigual. A partir de 2003, o combate à fome foi colocado no centro da agenda federal com o Fome Zero, a expansão do Bolsa Família, a valorização real do salário mínimo, geração de empregos, alimentação escolar e outras políticas sociais. Segundo a FAO, entre 2003 e 2013 a população subalimentada caiu 82%. Em 2014, o Brasil deixou pela primeira vez o Mapa da Fome da ONU, após reduzir a subalimentação para menos de 5%. Quem nasceu em 2003 já tem 23 anos e cresceu num país em que políticas de transferência de renda e segurança alimentar passaram a fazer parte da realidade. Para compreender o tamanho da mudança, é preciso olhar para trás. O Brasil não deixou de ser desigual, mas uma chaga presente praticamente desde sua formação recuou a ponto de o país sair do Mapa da Fome. Para uma nação que atravessou mais de 500 anos com riqueza e poder concentrados nas mãos de uma pequena elite, essa transformação não pode ser subestimada. (Editorial Pragmatismo) #Lula #nordeste
Existe uma geração inteira de brasileiros que nasceu depois de 2003 e não tem memória do país antes da chegada de Lula à Presidência. Para esses jovens, imagens dos anos 80 e 90 podem parecer de um passado distante. Mas a fome e a miséria extrema faziam parte do cotidiano de milhões. Dados do Ipea apontam 58 milhões de pobres e 27,7 milhões de pessoas em extrema pobreza em 1990. No início dos anos 2000, a FAO estimava que 19 milhões de brasileiros estavam subalimentados. Em 2002, mais da metade da população era pobre em 32,6% dos municípios. No Nordeste, isso ocorria em 77,1% das cidades. Era resultado de uma estrutura social construída durante séculos. Desde a colonização, passando por mais de 300 anos de escravidão e por uma República marcada pela concentração de terra, renda e poder, o Brasil manteve enorme parcela da população à margem. Em 1872, apenas 18,6% da população livre era alfabetizada, índice de 0,1% entre os escravizados. Mesmo após a industrialização e a redemocratização, o país chegou ao fim do século XX entre os mais desiguais do mundo. A fome brasileira, como denunciava Josué de Castro, não era consequência da falta de alimentos, mas de uma estrutura social profundamente desigual. A partir de 2003, o combate à fome foi colocado no centro da agenda federal com o Fome Zero, a expansão do Bolsa Família, a valorização real do salário mínimo, geração de empregos, alimentação escolar e outras políticas sociais. Segundo a FAO, entre 2003 e 2013 a população subalimentada caiu 82%. Em 2014, o Brasil deixou pela primeira vez o Mapa da Fome da ONU, após reduzir a subalimentação para menos de 5%. Quem nasceu em 2003 já tem 23 anos e cresceu num país em que políticas de transferência de renda e segurança alimentar passaram a fazer parte da realidade. Para compreender o tamanho da mudança, é preciso olhar para trás. O Brasil não deixou de ser desigual, mas uma chaga presente praticamente desde sua formação recuou a ponto de o país sair do Mapa da Fome. Para uma nação que atravessou mais de 500 anos com riqueza e poder concentrados nas mãos de uma pequena elite, essa transformação não pode ser subestimada. (Editorial Pragmatismo) #Lula #nordeste

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