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Luke
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Sunday 19 April 2026 00:30:00 GMT
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Você já reparou que o SEU zumbido tem um “jeito próprio”? Um ritmo. Uma frequência. Uma textura. Isso não é detalhe. Isso é pista diagnóstica. O tipo de zumbido quase sempre conversa com o tipo de doença por trás dele — e é por isso que, quando eu pergunto “como exatamente é esse som?”, eu não estou sendo curioso: eu estou definindo um caminho terapêutico. Na otologia, a primeira grande divisão é simples, mas decisiva: zumbido objetivo x zumbido subjetivo. O objetivo é real, gerado por alguma estrutura do corpo. O subjetivo é perceptual — e representa 95 a 99% dos casos, como mostram revisões clássicas de Jastreboff, Langguth e diversos consensos recentes.   Mas quando vamos pro consultório, eu preciso ir além dessa classificação e entrar no padrão do som: • Quanto ao ritmo: pulsátil, contínuo, intermitente. Um zumbido com “batida” costuma acender o alerta para causas vasculares. Já o ritmo mecânico, sincado com contrações, lembra mioclonias do músculo tensor do tímpano ou do palato. • Quanto à frequência: grave, agudo, multifrequencial. Agudos estáveis são típicos de perda auditiva neurossensorial. Graves flutuantes lembram hidropsia endolinfática. E aquele chiado mais “estático” pode acompanhar disfunções sinápticas, sinaptopatia oculta ou neuropatia auditiva — situações em que a audiometria engana, mas a queixa não. • Quanto à periodicidade: contínuo ou em crises. Crises que vêm e vão, às vezes junto com sensação de pressão e oscilação de audição, pedem investigação de Ménière. Zumbidos estáveis e lineares apontam para outros caminhos. No fim, o som é um sintoma, mas o padrão do som é um mapa. E essa série vai te mostrar como ler esse mapa. Se você percebe que o seu zumbido “tem personalidade própria”, vale investigar de verdade — porque na imensa maioria dos casos existe uma explicação coerente. E, quando descobrimos a origem, o tratamento deixa de ser tentativa e erro e passa a ser direcionado. ##tinnitus##zumbido##qualéessezumbido##perdaauditiva##otorrino
Você já reparou que o SEU zumbido tem um “jeito próprio”? Um ritmo. Uma frequência. Uma textura. Isso não é detalhe. Isso é pista diagnóstica. O tipo de zumbido quase sempre conversa com o tipo de doença por trás dele — e é por isso que, quando eu pergunto “como exatamente é esse som?”, eu não estou sendo curioso: eu estou definindo um caminho terapêutico. Na otologia, a primeira grande divisão é simples, mas decisiva: zumbido objetivo x zumbido subjetivo. O objetivo é real, gerado por alguma estrutura do corpo. O subjetivo é perceptual — e representa 95 a 99% dos casos, como mostram revisões clássicas de Jastreboff, Langguth e diversos consensos recentes. Mas quando vamos pro consultório, eu preciso ir além dessa classificação e entrar no padrão do som: • Quanto ao ritmo: pulsátil, contínuo, intermitente. Um zumbido com “batida” costuma acender o alerta para causas vasculares. Já o ritmo mecânico, sincado com contrações, lembra mioclonias do músculo tensor do tímpano ou do palato. • Quanto à frequência: grave, agudo, multifrequencial. Agudos estáveis são típicos de perda auditiva neurossensorial. Graves flutuantes lembram hidropsia endolinfática. E aquele chiado mais “estático” pode acompanhar disfunções sinápticas, sinaptopatia oculta ou neuropatia auditiva — situações em que a audiometria engana, mas a queixa não. • Quanto à periodicidade: contínuo ou em crises. Crises que vêm e vão, às vezes junto com sensação de pressão e oscilação de audição, pedem investigação de Ménière. Zumbidos estáveis e lineares apontam para outros caminhos. No fim, o som é um sintoma, mas o padrão do som é um mapa. E essa série vai te mostrar como ler esse mapa. Se você percebe que o seu zumbido “tem personalidade própria”, vale investigar de verdade — porque na imensa maioria dos casos existe uma explicação coerente. E, quando descobrimos a origem, o tratamento deixa de ser tentativa e erro e passa a ser direcionado. ##tinnitus##zumbido##qualéessezumbido##perdaauditiva##otorrino

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