Moisés|Autismo Integrativo 🧩 :
Eu entendo e respeito o que o profissional trouxe ele não falou exatamente em “teto”, mas no sentido de que chega um momento em que algumas crianças parecem não evoluir mais com as terapias. Só que a reflexão que eu trago é outra: como é que você pode afirmar que essa criança não vai evoluir mais se você não investigou o que pode estar impedindo esse avanço?
Antes de concluir que houve um limite, é preciso perguntar: essa criança foi avaliada de forma ampla? Foram investigados fatores como parasitoses, que podem sim impactar o sistema neurológico e comportamento? Exposição a metais pesados, agrotóxicos, aditivos químicos como glutamato monossódico? Como está o sono dessa criança, a alimentação, o ambiente em que ela vive? Existe algum processo inflamatório, infeccioso ou até condições como encefalite autoimune ou quadros como PANS/PANDAS que podem gerar sintomas semelhantes e até travar o desenvolvimento?
Porque o ponto é simples: nada disso está sendo colocado como causa do autismo, mas como fatores que podem agravar comportamentos e, principalmente, impedir que a criança avance além do ponto onde ela está hoje. Então, se esses fatores não foram investigados, tratados ou pelo menos considerados, não dá pra bater o martelo e dizer que ela chegou no limite.
Às vezes, a criança não está “no máximo dela” ela está sendo travada por algo que está no corpo, no ambiente, na rotina. E o cérebro depende diretamente de nutrição, de equilíbrio fisiológico e de um ambiente favorável pra continuar evoluindo.
Então, antes de dizer que não evolui mais, a pergunta precisa ser: eu realmente eliminei ou tratei tudo que poderia estar impedindo essa evolução? Porque se não fez isso, essa afirmação fica incompleta e pode fazer a gente parar um processo que ainda tinha espaço pra avançar.
2026-04-27 14:59:03