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Pense muito bem sobre os homens que têm ou terão o poder de escrever quem somos nós: mulheres, mães, doulas, parteiras, felizes, alegres. Os documentos citados neste vídeo podem ser consultados: • Summis desiderantes affectibus (1484), bula do papa Inocêncio VIII que deu respaldo à atuação inquisitorial de Heinrich Kramer e Jakob Sprenger contra pessoas acusadas de heresia e feitiçaria. • Atas do processo de Innsbruck (1485), em que Kramer interrogou Helena Scheuberin e outras mulheres. O processo fracassou, e os registros permitem reconstruir interrogatórios e acusações. • Heinrich Kramer, Malleus Maleficarum (1486/1487), escrito após o fracasso de Kramer em Innsbruck. • Atas do processo de Anna Göldi (1781–1782), preservadas no Arquivo do Cantão de Glarus, na Suíça. Göldi foi executada em 1782. Não são lendas sobre bruxas. São documentos que sobreviveram: bulas, processos, interrogatórios, tratados e sentenças. E eles registram algo que durante séculos foi transformado em fantasia: mulheres reais foram perseguidas, interrogadas, torturadas e mortas por instituições e homens reais. Nota histórica: O vídeo original, inicia por volta de 906 com documentos da igreja que tratam de mulheres que acreditavam cavalgar com a deusa Diana, a deusa romana pagã. Mas por conta do tempo do vídeo, foram feitos cortes que tornaram o uso de “Idade Média” impreciso. A construção da bruxaria como problema religioso possui raízes medievais, mas Kramer e o Malleus aparecem no final do século XV, na transição convencional para a Idade Moderna. A Grande Caça às Bruxas alcançaria sua maior intensidade já na Idade Moderna, sobretudo nos séculos XVI e XVII. #históriadasmulheres #bruxas #feminismo #eleições2026
Pense muito bem sobre os homens que têm ou terão o poder de escrever quem somos nós: mulheres, mães, doulas, parteiras, felizes, alegres. Os documentos citados neste vídeo podem ser consultados: • Summis desiderantes affectibus (1484), bula do papa Inocêncio VIII que deu respaldo à atuação inquisitorial de Heinrich Kramer e Jakob Sprenger contra pessoas acusadas de heresia e feitiçaria. • Atas do processo de Innsbruck (1485), em que Kramer interrogou Helena Scheuberin e outras mulheres. O processo fracassou, e os registros permitem reconstruir interrogatórios e acusações. • Heinrich Kramer, Malleus Maleficarum (1486/1487), escrito após o fracasso de Kramer em Innsbruck. • Atas do processo de Anna Göldi (1781–1782), preservadas no Arquivo do Cantão de Glarus, na Suíça. Göldi foi executada em 1782. Não são lendas sobre bruxas. São documentos que sobreviveram: bulas, processos, interrogatórios, tratados e sentenças. E eles registram algo que durante séculos foi transformado em fantasia: mulheres reais foram perseguidas, interrogadas, torturadas e mortas por instituições e homens reais. Nota histórica: O vídeo original, inicia por volta de 906 com documentos da igreja que tratam de mulheres que acreditavam cavalgar com a deusa Diana, a deusa romana pagã. Mas por conta do tempo do vídeo, foram feitos cortes que tornaram o uso de “Idade Média” impreciso. A construção da bruxaria como problema religioso possui raízes medievais, mas Kramer e o Malleus aparecem no final do século XV, na transição convencional para a Idade Moderna. A Grande Caça às Bruxas alcançaria sua maior intensidade já na Idade Moderna, sobretudo nos séculos XVI e XVII. #históriadasmulheres #bruxas #feminismo #eleições2026

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