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Vizn KC
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Sunday 26 April 2026 16:10:47 GMT
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govind.sada38
RAJip sako 🤟🤟 :
😘😘😘
2026-04-27 13:56:29
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21 dias. Esse foi o tempo entre o acidente e minha data de alta. 21 dias de hospital. Dentre esses dias: emergência, cirurgia, transfusão de sangue, sedação e entubação, UTI, quarto, muitos acessos perdidos e flebites, vários exames, antibióticos, passagem por 2 hospitais em cidades diferentes… porém também muitos bons momentos. Várias enfermeiras e técnicas vinham me dizer “não vi você triste um só momento, tua alegria até anima a gente” ou pacientes me diziam “como você está lidando com isso tão bem assim?”. A resposta é que: eu e Anderson poderíamos não ter sobrevivido, mas sobrevivemos… poderia ter sido muito pior, mas não foi. Dentre todas as bençãos, a de estarmos com vida, saúde e conscientes pra vermos nossos filhos crescerem é a maior delas… eu não tenho nem coragem de reclamar, pois Deus é bom e misericordioso, e está conosco desde o momento daquele acidente. Nesses 21 dias eu pude ver: conhecidos e desconhecidos se mobilizando pra conseguirem UTI. Vi minha mãe com problema de saúde e dor, porém dias comigo no hospital. Vi a Deili, mesmo com o marido dela também em fila de cirurgia e suas filhas perdendo aula, estando comigo dias no hospital. Vi o Anderson, também acidentado e recém recebido alta, com uma costela quebrada e cheio de dor, indo todos os dias passar o dia comigo e cuidando de mim com maior amor. Vi a Dhiuly e Daniel na maior correria todos os dias pra resolver todas questões burocráticas pra nós. Vi minha amiga andar mais de mil quilômetros em um ônibus sem ar condicionado só pra vir me ver. Vi centenas de pessoas, conhecidas e desconhecidas, se mobilizando todos os dias pra mandar mensagem, palavras de força e carinho, mas principalmente pra orar por nós. Vi enfermeiras e técnicas, médicos, fisios, maqueiras, se tornando como família pra mim, me cuidando com respeito, indo conversar pra passar o tempo e distrair, e me tratando, acima de tudo, com humanidade e amor. Vi pacientes que dividiram o quarto comigo criando laços afetivos e que com certeza levaremos aqui pra fora. Foram tantos detalhes, tantos cuidados. Não digo que só tive momentos bons. Houve sim momentos em que chorei enquanto não tinha ninguém perto. Houve sim momentos em que a dor da incerteza e do medo venceram. Mas eu não me permiti focar nisso. O que nos ocorreu não tem como ser revertido, mas podemos viver uma vida feliz a partir daqui. Nem tudo está perdido. Nossa vida foi poupada, ela é presente de Deus. Vai ser fácil? Sei que não. Nosso processo de adaptação daqui pra frente será muito longo. Mas não é impossível. Outras pessoas já passaram por isso e venceram. E é nessas pessoas que me inspiro, porque também venceremos!
21 dias. Esse foi o tempo entre o acidente e minha data de alta. 21 dias de hospital. Dentre esses dias: emergência, cirurgia, transfusão de sangue, sedação e entubação, UTI, quarto, muitos acessos perdidos e flebites, vários exames, antibióticos, passagem por 2 hospitais em cidades diferentes… porém também muitos bons momentos. Várias enfermeiras e técnicas vinham me dizer “não vi você triste um só momento, tua alegria até anima a gente” ou pacientes me diziam “como você está lidando com isso tão bem assim?”. A resposta é que: eu e Anderson poderíamos não ter sobrevivido, mas sobrevivemos… poderia ter sido muito pior, mas não foi. Dentre todas as bençãos, a de estarmos com vida, saúde e conscientes pra vermos nossos filhos crescerem é a maior delas… eu não tenho nem coragem de reclamar, pois Deus é bom e misericordioso, e está conosco desde o momento daquele acidente. Nesses 21 dias eu pude ver: conhecidos e desconhecidos se mobilizando pra conseguirem UTI. Vi minha mãe com problema de saúde e dor, porém dias comigo no hospital. Vi a Deili, mesmo com o marido dela também em fila de cirurgia e suas filhas perdendo aula, estando comigo dias no hospital. Vi o Anderson, também acidentado e recém recebido alta, com uma costela quebrada e cheio de dor, indo todos os dias passar o dia comigo e cuidando de mim com maior amor. Vi a Dhiuly e Daniel na maior correria todos os dias pra resolver todas questões burocráticas pra nós. Vi minha amiga andar mais de mil quilômetros em um ônibus sem ar condicionado só pra vir me ver. Vi centenas de pessoas, conhecidas e desconhecidas, se mobilizando todos os dias pra mandar mensagem, palavras de força e carinho, mas principalmente pra orar por nós. Vi enfermeiras e técnicas, médicos, fisios, maqueiras, se tornando como família pra mim, me cuidando com respeito, indo conversar pra passar o tempo e distrair, e me tratando, acima de tudo, com humanidade e amor. Vi pacientes que dividiram o quarto comigo criando laços afetivos e que com certeza levaremos aqui pra fora. Foram tantos detalhes, tantos cuidados. Não digo que só tive momentos bons. Houve sim momentos em que chorei enquanto não tinha ninguém perto. Houve sim momentos em que a dor da incerteza e do medo venceram. Mas eu não me permiti focar nisso. O que nos ocorreu não tem como ser revertido, mas podemos viver uma vida feliz a partir daqui. Nem tudo está perdido. Nossa vida foi poupada, ela é presente de Deus. Vai ser fácil? Sei que não. Nosso processo de adaptação daqui pra frente será muito longo. Mas não é impossível. Outras pessoas já passaram por isso e venceram. E é nessas pessoas que me inspiro, porque também venceremos!

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