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Vriego Waiwer Soplely
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Sunday 10 May 2026 09:27:14 GMT
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nael_bancin
NataNael.sp. 🅱️ancin :
komentar pertama BG GBU😇😇
2026-05-10 09:32:42
1
prskyla23
🪽 :
TUHAN YESUSKU BERKUASA AMIN😇😇😇😇😇😇
2026-05-10 16:50:24
1
julianasouisa
Julia Sugianto :
Amen 🙏🏻
2026-05-16 04:22:28
0
yorizmanimpurung
Yoriz Manimpurung :
Haleluya, 🙏
2026-05-10 10:47:53
1
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Em 21 de novembro de 2019, Britney, vivida por Glamour Garcia em A Dona do Pedaço, beijou Abel, interpretado por Pedro Carvalho. Um beijo tímido, quase vigiado pela própria narrativa, como se a novela pedisse desculpas por permitir que uma mulher trans ocupasse, ainda que por segundos, um lugar de afeto em horário nobre. Seis anos depois, o cenário quase não mudou. De Britney para Buba, interpretada por Gabriela Medeiros em Renascer, e agora para Viviane em Três Graças, seguimos contando nos dedos quantas vezes mulheres trans foram autorizadas a viver o amor de forma explícita na televisão aberta. Enquanto isso, novelas exibidas nesse intervalo, como Mania de Você e Vale Tudo, seguiram suas tramas sem qualquer personagem trans, como se nossas existências não fizessem parte do cotidiano brasileiro. É justamente aí que a discussão se amplia. Não se trata apenas de um beijo, mas de quem pode amar, ser desejada, ser assumida, construir vínculos, ter uma história que não gira em torno da dor, da violência ou do segredo. Buba e Viviane não representam um ponto de chegada. Representam o quanto ainda estamos atrasadas e atrasados enquanto sociedade, enquanto indústria e enquanto narrativa. Porque amar, beijar, confiar e se decepcionar também fazem parte da vida de mulheres trans. E, fora da ficção, viver isso em público ainda é um risco, ainda é um ato de coragem, ainda é atravessado por violência, julgamento e insegurança. Quando a câmera registra esses beijos, ela não está apenas contando uma história de novela. Ela está dizendo, ainda que timidamente, que mulheres trans existem, desejam, são desejadas e merecem viver histórias inteiras, complexas, contraditórias, bonitas e imperfeitas, como todas as pessoas. Isso deveria ser óbvio. Mas, na televisão brasileira, ainda está longe de ser. #videoviral #video #reels #novela #cena
Em 21 de novembro de 2019, Britney, vivida por Glamour Garcia em A Dona do Pedaço, beijou Abel, interpretado por Pedro Carvalho. Um beijo tímido, quase vigiado pela própria narrativa, como se a novela pedisse desculpas por permitir que uma mulher trans ocupasse, ainda que por segundos, um lugar de afeto em horário nobre. Seis anos depois, o cenário quase não mudou. De Britney para Buba, interpretada por Gabriela Medeiros em Renascer, e agora para Viviane em Três Graças, seguimos contando nos dedos quantas vezes mulheres trans foram autorizadas a viver o amor de forma explícita na televisão aberta. Enquanto isso, novelas exibidas nesse intervalo, como Mania de Você e Vale Tudo, seguiram suas tramas sem qualquer personagem trans, como se nossas existências não fizessem parte do cotidiano brasileiro. É justamente aí que a discussão se amplia. Não se trata apenas de um beijo, mas de quem pode amar, ser desejada, ser assumida, construir vínculos, ter uma história que não gira em torno da dor, da violência ou do segredo. Buba e Viviane não representam um ponto de chegada. Representam o quanto ainda estamos atrasadas e atrasados enquanto sociedade, enquanto indústria e enquanto narrativa. Porque amar, beijar, confiar e se decepcionar também fazem parte da vida de mulheres trans. E, fora da ficção, viver isso em público ainda é um risco, ainda é um ato de coragem, ainda é atravessado por violência, julgamento e insegurança. Quando a câmera registra esses beijos, ela não está apenas contando uma história de novela. Ela está dizendo, ainda que timidamente, que mulheres trans existem, desejam, são desejadas e merecem viver histórias inteiras, complexas, contraditórias, bonitas e imperfeitas, como todas as pessoas. Isso deveria ser óbvio. Mas, na televisão brasileira, ainda está longe de ser. #videoviral #video #reels #novela #cena

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