@robert.ribeiro12:

Robert Ribeiro
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Wednesday 13 May 2026 16:53:38 GMT
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Em uma conversa com @jenniferaniston , a apresentadora @mlpadman trouxe uma dúvida íntima sobre maternidade, fertilidade e tempo. Monica contou que tem 38 anos, é solteira e congelou seus óvulos duas vezes. Mesmo assim, ela se vê diante de uma pergunta difícil: “Eu tento agora? Eu espero? Ou eu aceito que talvez esse caminho não aconteça?” Jennifer responde de outro lugar: o de quem já atravessou tentativas, frustrações, luto e aceitação em relação à maternidade. Uma das falas mais fortes da conversa acontece quando surge a ideia da adoção: “Mas você pode adotar…” E Jennifer responde com honestidade: “Eu não quero adotar. Eu queria meu próprio DNA em uma pessoinha.” Essa frase pode incomodar algumas pessoas. Mas ela revela algo muito real: para muitas mulheres, o desejo de maternidade também passa pelo desejo de gestar, de reconhecer traços, de viver a continuidade genética. E isso não diminui a adoção.   Também não torna esse desejo egoísta.   São dores diferentes. Caminhos diferentes. Lutos diferentes e precisam ser validados e respeitados. O terceiro ponto importante da conversa é quando elas falam sobre o momento em que a pessoa percebe: talvez não seja mais viável. E, depois da dor, pode existir um caminho de aceitação. Para quem está no momento da Monica,  com óvulos congelados, dúvidas, idade chegando, medo de decidir tarde demais,  essa conversa mostra uma coisa importante: Congelar óvulos pode dar uma possibilidade.   Mas não congela todas as respostas e também não é garantia de sucesso. E talvez a pergunta mais difícil não seja apenas “eu ainda posso?”.  Talvez seja também: “Eu ainda quero?”   “Com quem?”   “Por qual caminho?”   “E se não acontecer, quem eu serei depois disso?” Fertilidade não é só técnica.   Também é tempo, desejo, luto, escolha e identidade. E aqui eu acrescento uma reflexão muito pessoal: como alguém que viveu a ovodoação, eu entendo a força do desejo pelo DNA, afinal eu passei por isso Mas também aprendi que maternidade não termina onde termina a genética e que não é sobre alguém parecido com você.  Espero que esta conversa te traga reflexões.  Luly Correia #maternidade #congelamentodeovulos #fiv #ovodoacao #ivf
Em uma conversa com @jenniferaniston , a apresentadora @mlpadman trouxe uma dúvida íntima sobre maternidade, fertilidade e tempo. Monica contou que tem 38 anos, é solteira e congelou seus óvulos duas vezes. Mesmo assim, ela se vê diante de uma pergunta difícil: “Eu tento agora? Eu espero? Ou eu aceito que talvez esse caminho não aconteça?” Jennifer responde de outro lugar: o de quem já atravessou tentativas, frustrações, luto e aceitação em relação à maternidade. Uma das falas mais fortes da conversa acontece quando surge a ideia da adoção: “Mas você pode adotar…” E Jennifer responde com honestidade: “Eu não quero adotar. Eu queria meu próprio DNA em uma pessoinha.” Essa frase pode incomodar algumas pessoas. Mas ela revela algo muito real: para muitas mulheres, o desejo de maternidade também passa pelo desejo de gestar, de reconhecer traços, de viver a continuidade genética. E isso não diminui a adoção. Também não torna esse desejo egoísta. São dores diferentes. Caminhos diferentes. Lutos diferentes e precisam ser validados e respeitados. O terceiro ponto importante da conversa é quando elas falam sobre o momento em que a pessoa percebe: talvez não seja mais viável. E, depois da dor, pode existir um caminho de aceitação. Para quem está no momento da Monica, com óvulos congelados, dúvidas, idade chegando, medo de decidir tarde demais, essa conversa mostra uma coisa importante: Congelar óvulos pode dar uma possibilidade. Mas não congela todas as respostas e também não é garantia de sucesso. E talvez a pergunta mais difícil não seja apenas “eu ainda posso?”. Talvez seja também: “Eu ainda quero?” “Com quem?” “Por qual caminho?” “E se não acontecer, quem eu serei depois disso?” Fertilidade não é só técnica. Também é tempo, desejo, luto, escolha e identidade. E aqui eu acrescento uma reflexão muito pessoal: como alguém que viveu a ovodoação, eu entendo a força do desejo pelo DNA, afinal eu passei por isso Mas também aprendi que maternidade não termina onde termina a genética e que não é sobre alguém parecido com você. Espero que esta conversa te traga reflexões. Luly Correia #maternidade #congelamentodeovulos #fiv #ovodoacao #ivf

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