Alessandro Miranda :
Amei uma pessoa por três anos. Ainda lembro do encanto que eu sentia quando a via, de como a vida parecia mais leve e feliz. Quando fomos morar juntos, por um tempo vivi algo que sempre desejei: sentir que era amado, mas a vida foi acontecendo aos poucos, a convivência se tornou mais difícil, vieram as brigas, as incertezas, as tristezas e as mágoas. Muitas vezes nos anulamos, fechando os olhos para algo que, no fundo, ambos já sabíamos: as coisas não estavam dando certo. Então nos separamos e deixamos de morar juntos, durante dois anos, tivemos várias “últimas conversas” e toda vez parecia ser a definitiva e no fim sempre tentávamos mais uma vez, acreditando que seria diferente. E toda vez acabávamos nos machucando de novo até pior que nas outras vezes, até chegarmos ao ponto de ser nossos piores versão e se magoar muito mais. Hoje percebo que não são necessárias últimas conversas, nem novas tentativas. O amor que existiu foi real, os momentos felizes também foram, mas nem sempre amar alguém é motivo suficiente para permanecer, entender que seguir caminhos diferentes não apaga o que foi vivido, apenas respeita o que cada um precisa para encontrar paz novamente. E, pela primeira vez em muito tempo, eu aceito isso. Não com raiva, não com mágoa, mas finalmente entendendo que algumas despedidas não precisam ser adiadas, elas apenas precisam acontecer
2026-06-17 01:50:40