𝖆𝖓𝖉𝖗𝖊 𝕬𝖚𝖌𝖚𝖘𝖙𝖔 :
Eu concordo parcialmente porque, de fato, amar exige aceitar a vulnerabilidade e entender que o fim de algo real deixa marcas profundas. Há uma beleza melancólica em respeitar a dor do que passou. Mas, olhando por outro ângulo, até que ponto o sofrimento continua sendo amor? Quando a dor vira a regra e não a exceção, o sentimento deixa de ser um cais e vira um naufrágio. O amor verdadeiro deveria ser sobre profundidade e permanência, não sobre autoflagelação. Como dizia Tolstói: "O homem que conhece apenas a sua esposa e a ama sabe mais de amor do que o homem que conheceu mil." Ou seja, o amor real se encontra na construção, na constância e na paz de se ancorar em alguém, não no martírio. Insistir no que machuca não é a maior prova de amor, é apenas o eco de um apego que se recusa a morrer. Às vezes, a maior demonstração de amor que podemos dar a alguém, e a nós mesmos, é o silêncio da nossa partida
2026-05-22 18:16:58