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DANNY_GB :
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O genocídio dos Herero não é só passado. A régua que diz que uma vida europeia vale mais que uma vida africana ou árabe continua em uso até hoje — e tem provas recentes. Em 2022, quando a guerra na Ucrânia começou, vários jornalistas ocidentais disseram, ao vivo, o que normalmente fica escondido. Um correspondente americano comentou que Kiev não era “um lugar como o Iraque ou o Afeganistão” — era um lugar “civilizado”, “europeu”. Um âncora descreveu os refugiados ucranianos como gente “próspera, de classe média”, que “se parece com qualquer família europeia” — diferente, segundo ele, dos refugiados do Oriente Médio ou da África. Traduzindo: refugiado branco dá compaixão. Refugiado de pele escura dá medo. Em junho de 2023, o contraste ficou impossível de ignorar. Um submarino turístico com cinco passageiros ricos implodiu no oceano tentando visitar os destroços do Titanic. O mundo inteiro parou. Cobertura ao vivo, 24 horas por dia. Uma operação de resgate internacional gigantesca, com navios, aviões e robôs submarinos. Na MESMA semana, um barco com mais de 600 migrantes — africanos, sírios, paquistaneses — afundou no Mar Mediterrâneo, perto da Grécia. Quase ninguém foi salvo. E a história sumiu do noticiário em dois dias. Cinco ricos: tragédia mundial. Seiscentos pobres de pele escura: nota de rodapé. E tem o caso mais brutal de todos: a República Democrática do Congo. Desde os anos 90, mais de cinco milhões de pessoas morreram em guerras alimentadas pela disputa dos minerais que fazem funcionar o seu celular. É o conflito mais mortal desde a Segunda Guerra Mundial. E você provavelmente nunca viu uma única reportagem sobre ele. Mais de cem anos separam o massacre dos Herero do noticiário de hoje. Mas a régua que mede o valor de uma vida humana pela cor da pele continua exatamente a mesma. #historiareal #fypbrasil #curiosidades #africa #racismo
O genocídio dos Herero não é só passado. A régua que diz que uma vida europeia vale mais que uma vida africana ou árabe continua em uso até hoje — e tem provas recentes. Em 2022, quando a guerra na Ucrânia começou, vários jornalistas ocidentais disseram, ao vivo, o que normalmente fica escondido. Um correspondente americano comentou que Kiev não era “um lugar como o Iraque ou o Afeganistão” — era um lugar “civilizado”, “europeu”. Um âncora descreveu os refugiados ucranianos como gente “próspera, de classe média”, que “se parece com qualquer família europeia” — diferente, segundo ele, dos refugiados do Oriente Médio ou da África. Traduzindo: refugiado branco dá compaixão. Refugiado de pele escura dá medo. Em junho de 2023, o contraste ficou impossível de ignorar. Um submarino turístico com cinco passageiros ricos implodiu no oceano tentando visitar os destroços do Titanic. O mundo inteiro parou. Cobertura ao vivo, 24 horas por dia. Uma operação de resgate internacional gigantesca, com navios, aviões e robôs submarinos. Na MESMA semana, um barco com mais de 600 migrantes — africanos, sírios, paquistaneses — afundou no Mar Mediterrâneo, perto da Grécia. Quase ninguém foi salvo. E a história sumiu do noticiário em dois dias. Cinco ricos: tragédia mundial. Seiscentos pobres de pele escura: nota de rodapé. E tem o caso mais brutal de todos: a República Democrática do Congo. Desde os anos 90, mais de cinco milhões de pessoas morreram em guerras alimentadas pela disputa dos minerais que fazem funcionar o seu celular. É o conflito mais mortal desde a Segunda Guerra Mundial. E você provavelmente nunca viu uma única reportagem sobre ele. Mais de cem anos separam o massacre dos Herero do noticiário de hoje. Mas a régua que mede o valor de uma vida humana pela cor da pele continua exatamente a mesma. #historiareal #fypbrasil #curiosidades #africa #racismo

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