Geovana Alvarado :
Trabalhei de 2018 a 2020. Minha função era de correspondente bancário, “a moça de preto que fazia cartão”. Quando o banco negava o crédito, que na época era o Bradesco, a gente era obrigado a consultar o CPF em outros bancos para empréstimo. Ofertávamos falando que o cartão não foi aprovado, mas que tinha um “limite de crédito pré-aprovado”. E o pior: não podíamos falar quanto ficaria o valor final dos juros do empréstimo.
Além disso, tínhamos que oferecer TODOS OS SERVIÇOS. Não poderíamos deixar a pessoa sair de lá somente com um serviço contratado. Tinha como vender CONSULTA NO NOME PELO SERASA, PLANO CONTROLE CLARO E TIM, SEGURO DE TELEFONE, EMPRÉSTIMO, COMPRA DE CELULAR USADO, entre outros. Cada um desses serviços tinha uma pontuação.
Se não alcançássemos a pontuação diária, tínhamos que participar de uma reunião por ligação, onde éramos cobrados diariamente para bater a meta do dia, com ameaça de desligamento caso não batêssemos a meta.
E PASMEM: não recebíamos COMISSÃO! O salário era de 1100 reais, mas, com os descontos, ficava em torno de 1000 reais. O vale-alimentação do mês era de 144 reais. Tínhamos que nos alimentar por dia com menos de 5 reais!
Não pagavam hora extra e ainda existiam vários desvios de função — até limpar o chão!
2026-05-26 19:54:17