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A temporada de balanços do 2º trimestre de 2026 escancarou um setor dividido. De um lado, construtoras com forte exposição ao Minha Casa Minha Vida entregaram lucro e geração de caixa sólidos. Do outro, juros altos, custos em alta e atrasos pontuais em obras pressionaram resultados. A Direcional apresentou um dos balanços mais fortes do trimestre: lucro de R$ 201,6 milhões, alta de 9,7%, e receita de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20,1%. A Cury bateu recorde de receita — algo em torno de R$ 1,69 bilhão — mas viu o mercado reagir com cautela depois que cinco empreendimentos atrasados geraram provisões. A Plano&Plano também bateu recorde, de 44,4 mil unidades em construção, e mesmo assim a ação caiu 6,35% no pregão seguinte: hoje, crescer pede explicação antes de aplauso. Já a MRV registrou prejuízo consolidado de aproximadamente R$ 627 milhões, puxado pela operação americana Resia — no Brasil, o negócio segue melhorando, com receita de R$ 2,75 bilhões. No pano de fundo, o custo nacional da construção chegou a R$ 1.985,10 por metro quadrado, com alta acumulada de 7,40% em 12 meses. O nervosismo do mercado com ações cíclicas tem explicação concreta: investidores estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões da bolsa brasileira nos primeiros sete pregões de agosto. Isso desce até o dia a dia de quem trabalha com crédito imobiliário: obra andando no prazo é financiamento liberado, comissão paga, cliente fechando negócio. A leitura correta é caso a caso — execução, geração de caixa e exposição ao programa habitacional fazem toda a diferença entre um balanço bom e um ruim. Esses dados são informativos e não constituem recomendação de investimento.
A temporada de balanços do 2º trimestre de 2026 escancarou um setor dividido. De um lado, construtoras com forte exposição ao Minha Casa Minha Vida entregaram lucro e geração de caixa sólidos. Do outro, juros altos, custos em alta e atrasos pontuais em obras pressionaram resultados. A Direcional apresentou um dos balanços mais fortes do trimestre: lucro de R$ 201,6 milhões, alta de 9,7%, e receita de R$ 1,28 bilhão, avanço de 20,1%. A Cury bateu recorde de receita — algo em torno de R$ 1,69 bilhão — mas viu o mercado reagir com cautela depois que cinco empreendimentos atrasados geraram provisões. A Plano&Plano também bateu recorde, de 44,4 mil unidades em construção, e mesmo assim a ação caiu 6,35% no pregão seguinte: hoje, crescer pede explicação antes de aplauso. Já a MRV registrou prejuízo consolidado de aproximadamente R$ 627 milhões, puxado pela operação americana Resia — no Brasil, o negócio segue melhorando, com receita de R$ 2,75 bilhões. No pano de fundo, o custo nacional da construção chegou a R$ 1.985,10 por metro quadrado, com alta acumulada de 7,40% em 12 meses. O nervosismo do mercado com ações cíclicas tem explicação concreta: investidores estrangeiros retiraram R$ 11,93 bilhões da bolsa brasileira nos primeiros sete pregões de agosto. Isso desce até o dia a dia de quem trabalha com crédito imobiliário: obra andando no prazo é financiamento liberado, comissão paga, cliente fechando negócio. A leitura correta é caso a caso — execução, geração de caixa e exposição ao programa habitacional fazem toda a diferença entre um balanço bom e um ruim. Esses dados são informativos e não constituem recomendação de investimento.

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