dndelrio :
Conheci ela em novembro de 2025. No começo, parecia que tudo fazia sentido. Eu me apaixonei de verdade, daquele jeito que faz a gente acordar pensando na pessoa e dormir imaginando um futuro ao lado dela. Cada conversa, cada mensagem, cada ligação parecia especial. E quando pedi ela em namoro, eu acreditava que estava construindo algo real.
Eu me esforçava. Tentava dar o meu melhor. Fazia planos, criava expectativas, sonhava. Mas a vida seguiu por caminhos difíceis, e acabamos terminando. Achei que era o fim.
Só que em abril voltamos. E eu quis acreditar de novo. Quis acreditar que tudo aquilo que eu sentia era correspondido. Mas, aos poucos, comecei a enxergar coisas que antes eu não via. Ela já tinha novos amigos, uma nova rotina, uma nova vida. E então ouvi algo que me destruiu por dentro.
Enquanto eu mandava uma mensagem dizendo que a amava, alguém viu ela rir. Rir das palavras que saíam do lugar mais sincero do meu coração. E foi nesse momento que uma verdade começou a me perseguir: talvez eu estivesse amando sozinho. Talvez eu estivesse entregando tudo para alguém que apenas gostava de ser desejada. Alguém que dizia me amar, mas nunca demonstrava.
Eu lembrava de todas as ligações, de todas as noites, de todas as orações que fiz por ela. Lembrava das vezes em que precisei pedir o mínimo de atenção, o mínimo de carinho, o mínimo de esforço. E nem o mínimo parecia vir naturalmente.
Hoje, o que mais dói não é apenas o término. É o silêncio. É imaginar que, enquanto eu estou aqui tentando juntar os pedaços de mim mesmo, ela segue a vida normalmente. É pensar que, quando ela pega o celular, talvez eu nem passe pela cabeça dela. É perceber que todas aquelas promessas que eu guardava como tesouros talvez não significassem para ela nem metade do que significavam para mim.
E essa dor faz barulho. Um barulho enorme dentro do peito. Um vazio que ecoa quando a casa fica quieta, quando a noite chega, quando não há mais mensagens para esperar.
Às vezes eu oro. Oro pedindo força, pedindo paz, pedindo para Deus arrancar essa saudade que parece não ter fim. Mas existem dias em que a dor continua ali, sentada ao meu lado.
E tudo isso é real, e eu escrevi.
2026-06-02 22:12:44