@andreavermont: Atribuir todas as nossas conquistas ou fracassos unicamente a forças externas é uma forma confortável de manter o psiquismo em um estado de eterna infância. Na clínica, percebemos que o sujeito dá o seu maior salto de maturidade quando desiste de procurar culpados ou salvadores e aceita que a caneta que escreve a sua história está na sua própria mão. A espiritualidade verdadeira caminha de braços dados com a autonomia, e não com a terceirização das nossas obrigações. Sustentar a vida adulta exige a coragem de olhar para as próprias falhas, desorganizações e desculpas e chamá-las pelo nome. O amparo sutil da fé nos dá o fôlego necessário para suportar os dias difíceis, mas ele não substitui a disciplina de sentar na cadeira para estudar, o esforço de trabalhar e o respeito aos próprios limites. O destino não é algo que apenas acontece com você; ele é o resultado da sua postura e do seu estômago diante do real.