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Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi sequestrada pelo ex-companheiro Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, na manhã de segunda-feira (25), quando saía de levar a filha de 9 anos à escola no bairro Pindorama, em Belo Horizonte. Ele a rendeu com um canivete, a forçou a entrar no carro e a levou à Serra do Rola-Moça, onde a empurrou de um penhasco de 50 metros. Após a queda, ela escalou cerca de 10 metros pela parede de pedra e se fixou na vegetação para não despencar mais. Na terça (26), a PM a localizou com visão térmica em 20 minutos de voo.
Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza, de 41 anos, foi sequestrada pelo ex-companheiro Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, na manhã de segunda-feira (25), quando saía de levar a filha de 9 anos à escola no bairro Pindorama, em Belo Horizonte. Ele a rendeu com um canivete, a forçou a entrar no carro e a levou à Serra do Rola-Moça, onde a empurrou de um penhasco de 50 metros. Após a queda, ela escalou cerca de 10 metros pela parede de pedra e se fixou na vegetação para não despencar mais. Na terça (26), a PM a localizou com visão térmica em 20 minutos de voo. "Se fosse um cadáver, não seria possível visualizar. Como havia fonte de calor, já conseguimos ter uma noção se a pessoa está viva", disse o tenente Fábio Simão ao g1 Minas. Ana Cláudia foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros consciente e orientada. Silvanildo foi preso em Várzea da Palma, no Norte de Minas, e confessou o crime. No carro havia roupas e diversas facas. A filha da vítima informou que ela havia pedido medida protetiva contra ele na semana anterior, após dez anos de relacionamento com histórico de violência. O suspeito responderá por tentativa de feminicídio, sequestro e cárcere privado. A jornalista Aline Midlej (@alinemidlej) comentou o caso na GloboNews cruzando com dados do Atlas da Violência 2026, do Ipea, que registrou 3.642 mulheres assassinadas em 2024, com 80% das agressões ocorrendo dentro do lar. "Era para ser mais um feminicídio entre tantos que se confirmam todos os dias, se não fosse uma vítima que resistiu pendurada por 24 horas numa árvore. Não dá para falar em boas notícias quando os valores que estruturam essa sociedade continuam a permitir que mulheres sejam tratadas como coisas. Ninguém está realmente seguro." Fotos: Reprodução Vídeo: @globonews

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