@360diario: O presidente Lula voltou a defender o sistema de urnas eletrônicas brasileiras como modelo mundial, questionando por que a ONU não o adota como “orientação aos países” e se apresentando como “o único presidente eleito três vezes e possivelmente o único eleito quatro vezes”. A declaração soa mais como autoelogio vaidoso do que argumento sério: o fato de Lula ter vencido eleições não prova a inviolabilidade do sistema. O modelo brasileiro carece de auditoria independente efetiva, voto impresso verificável pelo eleitor e transparência real no código-fonte, pontos criticados há anos por especialistas em segurança cibernética e por grande parcela da população. Querer exportar um sistema que o próprio governo se recusa a aperfeiçoar com medidas mínimas de rastreabilidade revela não confiança na democracia, mas resistência a qualquer controle externo que possa contestar resultados favoráveis ao PT. A soberba de quem se vê como prova viva da perfeição das urnas apenas reforça as suspeitas de quem exige mais rigor, e não menos. Texto: @jornalista.rodolfo.oliveira Vídeo: Reprodução