Srta_Rosie :
acho que depende, talvez seja uma avaliação proporcional entre intensidade dos sintomas e mecanismos de compensação/resistência às dificuldades. às vezes os sintomas podem ser "menos intensos", mas a pessoa pode não ter mecanismos de compensação que ajudem a regular isso. ou às vezes a pessoa tem sintomas mais intensos, mas possui estratégias de compensação mais estruturadas (o que acho que é parcialmente meu caso, porque uso muito a superdotação e a rigidez para driblar as dificuldades). De todo modo, acho que os níveis de suporte são mais como um "apontamento para onde seguir" do que uma categoria estanque. Obviamente eu acredito que alguns parentes meus nível três sofrem muitas coisas que eu não sofro, mas talvez o fato de eu ter muita autoconsciência do meu sofrimento seja uma questão difícil também. Conseguir avaliar a minha própria realidade racionalmente gera uma grande crise existencial, depressão, ansiedade, que eu não vejo acontecer num tio meu que é idoso e autista n. 3. Por fim, acredito que o mais importante não é uma disputa de quem sofre mais, ou de quem é mais ou menos autista, mas saber calibrar quais tipos de suporte é mais adequado para cada um, sempre estimulando que nós todos possamos desenvolver habilidades e evoluir, ao mesmo tempo em que nossos limites e dificuldades sejam respeitados. Eu gosto de me desenvolver e me dedicar a superar meus problemas, mas também fico feliz por meus colegas de trabalho e amigos me apoiarem e me darem suporte. nunca vou deixar de ser autista, mas posso ser uma autista mais feliz, e quando encontramos as pessoas certas, somos capazes de contribuir na sociedade e também sermos apoiados por ela. que possamos receber conforme nossas necessidades e que possamos doar conforme nossas capacidades.
2026-06-24 12:00:17