002 :
Nós, os jovens dinâmicos e as nossas jovialidades… O que queremos? Quem somos? Para onde vamos?
Há um autor que disse: “a juventude é uma coisa tão boa que é uma pena desperdiçá-la com os jovens.”
Pois bem. Vou partilhar um pouco do que observo, e, sinceramente, ele não estava assim tão errado.
Entre nós há pressa sem direção, vontade de chegar rápido sem sequer saber p/aonde.
Entenda, Pregamos que não se deve esperar pelo Estado, mas, ao mesmo tempo, alimentamos uma economia paralela de empreendimentos de fachada, que pouco empregam, mal remuneram, mas perfumam a ausência de oportunidades com aparência de sucesso ( pelo menos não estamos parados…).
diz-se que rejeitamos o “Estado-papá”, mas continuamos a viver dele como eternos mal-pagadores (crédito malparado check).
Queremos benefícios, queremos atalhos, queremos reconhecimento — de preferência imediato — mas raramente queremos o trabalho. Qual trabalho, afinal?
E não há economia que avance quando os mais velhos se fecham em simpósios sobre reflexões saudosistas ( “a nossa geração com a vossa idade”) ao que parece, vamos seguir os mesmos caminhos, passando horas a ouvir uma geração que não VINGOU.
Nós estamos a repetir o padrão:
• muita crítica, pouca construção;
• muito discurso, pouca responsabilidade.
Por isso, não me iludo: o futuro não está na juventude, está na primeira infância, que ainda não foi deformada pelas ilusões do presente.
Salvemos as crianças. Reconhecer isto não me torna velho, apenas desesperançoso.
2026-08-03 18:41:20