@sir.ike.guggisberg: This is deep. #advice # #fyp #

Sir Ike Guggisberg
Sir Ike Guggisberg
Open In TikTok:
Region: GH
Monday 22 June 2026 21:33:21 GMT
58393
3403
27
1190

Music

Download

Comments

boamponsemkofi38
Rev. Boamponsem :
God bless U so much Mama
2026-07-25 04:12:45
3
michaelofeiawuku
michaelofeiawuku :
God bless you wate
2026-09-14 23:57:02
0
kwekuakyeafrimpon
Qwaku Frimpong :
wow wisdom if you talk to a man like this I think many marriage won't end
2026-08-23 11:47:56
2
sethdarko247
Sethdarko :
Your wisdom makes you more beautiful madam God bless you madam
2026-09-14 11:00:22
0
kaydanquah
Kay Danquah :
Absolutely true , mama 🙏
2026-08-09 16:20:04
0
duahakyamfour
Duah Akyamfour :
lovely and very respectful Mum. God bless you.
2026-08-17 19:10:58
0
gambo5111
GAMBO :
oh maame God God bless you more amen
2026-08-01 07:11:12
0
ibrahim.awudu35
DEUCES :
You're a true definition of a mother
2026-08-09 21:42:37
0
markauthur
Aurthur Mark :
Yeah!
2026-07-14 19:28:06
0
charleskattah3
give respect to your partner :
piaaaaaw
2026-06-22 22:24:42
2
kataramos13
Ramos :
🥰🥰🥰🥰🥰🥰🥰
2026-06-22 22:57:54
1
shadrackacheampo2
Kojo Neymar 🙏 :
😍👌
2026-06-22 22:55:30
1
latif.ali309
latif kk :
🥰
2026-06-22 21:42:12
1
user5078797626988
Nyudukira Emmanuel biintongbo :
🙏
2026-07-11 23:13:56
0
highest283
HIGHEST :
🥰🥰🥰
2026-07-29 21:15:06
0
razackyusif
Razack Yusif :
🥰🥰🥰🥰
2026-07-12 13:08:20
0
kwaku.abisco4
KWAKU ABISCO :
🙏🙏🙏
2026-07-25 02:41:29
0
seidupeter0
Seidu Peter449 BABI :
✌️✌️✌️
2026-09-03 18:57:01
0
edmith.808
EDMITH 808 :
😳😳😳😳
2026-07-17 22:45:51
0
babatundey3
9K❤️ :
❤️❤️❤️
2026-07-26 00:07:25
0
abdulkareemyussif7548gma
MK :
🙏🙏🙏🙏
2026-06-25 19:15:30
0
ikosheallah2
mashallah :
😂😂😂
2026-07-07 22:11:29
0
1.don503
1 Don :
✌️✌️✌️
2026-06-28 00:19:04
0
mani.addison
Mani Addison🇩🇰 :
👏🏾👏🏾👏🏾
2026-07-28 10:56:06
0
user615844701949
NHANHA KHOFI SPANKY :
😂😂😂
2026-06-24 21:11:08
0
To see more videos from user @sir.ike.guggisberg, please go to the Tikwm homepage.

Other Videos

Concentração de renda no Brasil é acumulação de patrimônio que começou em 1534 e chega intacta à PNAD Contínua de 2025, divulgada pelo IBGE em maio de 2026. Nela aparece o tamanho do problema: os 10% de maior rendimento ficaram com 40,3% de toda a massa de renda domiciliar, enquanto 70% do país divide 32,8%. Traduzindo para gente de verdade, numa sala de cem pessoas com mil reais para repartir, dez saem com 40 reais cada uma e setenta saem com 4,70 cada uma. Rendimento médio do décimo do topo equivale a 13,8 vezes o dos 40% da base, e o índice de Gini, que vai de zero, com renda igual para todos, a um, com tudo nas mãos de uma pessoa, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025. Nessa régua a Dinamarca marca cerca de 0,28, e o Brasil fica entre os quinze países mais desiguais do mundo. Essa alta veio de onde já havia estoque. Renda dos 10% mais ricos cresceu 8,7% no ano, ao passo que entre os 10% mais pobres o crescimento foi de 3,1%, quase um terço disso, diferença que o analista do IBGE Gustavo Fontes atribuiu a rendimentos financeiros e de aluguéis num ano de juros elevados. Quem ganhou mais, portanto, ganhou por deter ativo, e não por trabalhar mais ou melhor. Deter ativo custava pouco imposto até o ano passado. Lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas ficaram isentos de imposto de renda por trinta anos, pelo artigo 10 da Lei 9.249/1995, de modo que a principal fonte de renda do topo atravessou três décadas sem tributação na pessoa física. Lei 15.270/2025 passou a reter 10% sobre distribuição acima de R$ 50 mil mensais de uma mesma fonte pagadora, com alíquota mínima efetiva de 10% para renda anual acima de R$ 1,2 milhão, contudo herança segue com teto de 8% no ITCMD, fixado pelo Senado, contra alíquotas acima de 40% em vários países da OCDE. Transmissão barata de patrimônio entre gerações produz exatamente o que a OCDE mediu em 2018, no relatório
Concentração de renda no Brasil é acumulação de patrimônio que começou em 1534 e chega intacta à PNAD Contínua de 2025, divulgada pelo IBGE em maio de 2026. Nela aparece o tamanho do problema: os 10% de maior rendimento ficaram com 40,3% de toda a massa de renda domiciliar, enquanto 70% do país divide 32,8%. Traduzindo para gente de verdade, numa sala de cem pessoas com mil reais para repartir, dez saem com 40 reais cada uma e setenta saem com 4,70 cada uma. Rendimento médio do décimo do topo equivale a 13,8 vezes o dos 40% da base, e o índice de Gini, que vai de zero, com renda igual para todos, a um, com tudo nas mãos de uma pessoa, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025. Nessa régua a Dinamarca marca cerca de 0,28, e o Brasil fica entre os quinze países mais desiguais do mundo. Essa alta veio de onde já havia estoque. Renda dos 10% mais ricos cresceu 8,7% no ano, ao passo que entre os 10% mais pobres o crescimento foi de 3,1%, quase um terço disso, diferença que o analista do IBGE Gustavo Fontes atribuiu a rendimentos financeiros e de aluguéis num ano de juros elevados. Quem ganhou mais, portanto, ganhou por deter ativo, e não por trabalhar mais ou melhor. Deter ativo custava pouco imposto até o ano passado. Lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas ficaram isentos de imposto de renda por trinta anos, pelo artigo 10 da Lei 9.249/1995, de modo que a principal fonte de renda do topo atravessou três décadas sem tributação na pessoa física. Lei 15.270/2025 passou a reter 10% sobre distribuição acima de R$ 50 mil mensais de uma mesma fonte pagadora, com alíquota mínima efetiva de 10% para renda anual acima de R$ 1,2 milhão, contudo herança segue com teto de 8% no ITCMD, fixado pelo Senado, contra alíquotas acima de 40% em vários países da OCDE. Transmissão barata de patrimônio entre gerações produz exatamente o que a OCDE mediu em 2018, no relatório "A Broken Social Elevator? How to Promote Social Mobility": criança nascida entre os 10% mais pobres do Brasil precisa de nove gerações para alcançar a renda média nacional, contra cerca de cinco na média da organização e duas na Dinamarca. Atrás do Brasil ficou apenas a Colômbia, com onze. Quinze decisões de Estado produziram a desigualdade brasileira, e todas entregaram ou protegeram propriedade de quem já tinha. Capitanias hereditárias repassaram o território a doze donatários em 1534, e o governo-geral de 1548 montou a máquina de garantir essa posse. Sesmarias, do século XVI a 1822, reservaram terra a quem dispunha de capital e de escravizados, excluindo o lavrador com posse mas sem cabedal, enquanto o Diretório dos Índios de 1757, estendido à colônia em 1758, dissolveu a propriedade coletiva indígena em favor de colonos. Vinda da corte em 1808 concentrou concessão e privilégio em quem orbitava o poder, e a suspensão das sesmarias em 1822 deixou vinte e oito anos sem regra, período em que a posse valia por título e o grande proprietário ocupou o que a Lei de Terras de 1850 legalizaria pela compra, no mesmo ano do fim do tráfico. Ventre Livre em 1871 e Sexagenários em 1885 libertaram criança e idoso, ou seja, quem não produzia, e a abolição de 1888 veio em dois artigos, sem terra nem indenização. Colonização alemã e italiana no Sul começa em 1824, com São Leopoldo, sessenta e quatro anos antes da abolição, e São Paulo pagando a passagem do imigrante europeu destinado à vaga do liberto desde 1880. República entregou as devolutas aos estados em 1891; a legislação trabalhista dos anos 1930 e 1940 excluiu o trabalhador rural até 1963; e a ditadura somou arrocho do mínimo, crédito rural subsidiado ao grande proprietário e terra pública amazônica a empresas, fixando em 1980, sobre o censo de 1975, índices de produtividade nunca atualizados, o que esvaziou a desapropriação prevista em 1988. Isenção de lucros e dividendos, vigente de 1996 a 2025, encerra a série. Nunca houve redistribuição de patrimônio real no Brasil, e todas essas decisões passaram por autoridade constituída

About