@khangmo90: Thằng giàu nó không chơi với thằng nghèo đâu #movlog #daoly #giaitri

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Monday 22 June 2026 23:40:51 GMT
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Comments

hanhphucthienthu
Thien Chau :
thật sự là như vậy đó anh
2026-06-23 06:20:11
2
trandiem3004
trandiem3004 :
ok👍👍👍👍👍👍👍👍
2026-06-23 00:47:50
2
bien.xanh346
훙💕khang💕 :
2026-06-23 04:48:43
1
lm.trn227
Tỉnh Tâm :
👏👏👏 vá chuẩn 👏👏👏
2026-07-31 08:17:46
0
nh.hiu31
Hiếu Nguyễn :
2026-08-05 09:18:26
0
binh.tran722
Binh Tran :
ok
2026-06-28 10:11:55
0
v.u936
Sang Angiang :
Chính xác 🥰🥰🥰
2026-06-25 01:10:51
1
bangx3299
Bằng Nguyễn :
ok
2026-06-27 09:50:34
0
doi_no_bac.94
Đời phiêu Bạc :
10 điểm nhé a
2026-06-26 10:13:07
0
esusamam
⚰️⚰️⚰️ :
nghe buồn quá hơi nhiều lông
2026-06-23 06:28:05
0
.knh.tp.glass
Bảo kính TP glass :
anh nói hay quá
2026-06-28 04:35:46
0
user54284216
🍀Thuý kiều 🌷 :
A nói cái này đúng nè
2026-07-01 04:17:33
0
vanthanhtran712
vanthanhtran712 :
🥰
2026-06-24 06:11:46
0
huynhtrang159
Tóc Trang 🥰 :
con hai anh
2026-06-23 00:48:59
2
ninhkieuphuong
Phượng Ninh Kiều :
uh đúng 😂😂
2026-06-23 05:35:24
2
ngi.mang.tam.s6
Phat tai @@@@@@@@ :
Chính xác 10000000% luôn ní oi
2026-06-23 04:11:02
1
bongm107
mập :
Tao đéo tiền đây , quan trọng 2 bay đang đề cặp tới tiền
2026-06-25 15:06:17
0
user175301423147609
user175301423147609tri vo :
noi hay do😂😂😂
2026-06-27 14:45:26
0
user29835115
mã long 69.F1 :
👍👍👍
2026-06-23 00:07:58
1
thuhong5782
đẹp tàn nhẫn :
❤️❤️❤️
2026-06-23 00:35:00
1
_ngocquyen23
Ngọc quyến :
👍
2026-06-30 12:06:45
0
tuan.en76
Tuan đen :
🥰🥰🥰
2026-06-25 11:51:58
0
i.t.sn3
Đại Từ Sơn :
@NguyễnĐức @Như tuyên
2026-07-02 03:21:06
0
mrho67
MR.HOÀ :
👍
2026-08-02 09:59:48
0
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No Talk Meeting, estivemos a conversar sobre a decadência da autenticidade e sobre uma coisa que me parece cada vez mais evidente: temos hoje um acesso enorme às pessoas, mas um acesso cada vez mais superficial àquilo que elas realmente são. Vemos opiniões, conquistas, fotografias, vídeos, cargos, números, momentos cuidadosamente selecionados e narrativas pessoais — e facilmente confundimos esse conjunto de representações com a própria pessoa. Foi nesse contexto que lancei o exercício: “Destruam a imagem das pessoas que vocês idolatram.” A provocação não era destruir a pessoa. Era destruir a representação que construímos dela. Porque, quando o nosso acesso a alguém é mediado quase exclusivamente pela imagem que essa pessoa apresenta, começamos inevitavelmente a preencher os espaços em branco. Fazemos inferências sobre carácter, competência, felicidade, inteligência, valores e até sobre a vida daquela pessoa com base em fragmentos. E é aí que surgem interpretações erróneas. Vemos o resultado e imaginamos o processo. Vemos confiança e imaginamos ausência de insegurança. Vemos sucesso e imaginamos uma vida resolvida. Vemos autenticidade e assumimos que não existe encenação. É difícil não pensar em Guy Debord e em A Sociedade do Espetáculo: a representação deixa de ser apenas uma forma de mostrar a realidade e começa a ocupar o lugar da própria realidade. O problema não é apenas que as pessoas constroem imagens de si mesmas. Nós também passamos a relacionar-nos com essas imagens como se fossem a pessoa inteira. É daí que vem o “Never meet your idols”. Normalmente, a frase significa: não conheças demasiado bem quem admiras, porque podes desiludir-te. Eu penso quase no sentido contrário. Desilude-te. Desencanta-te o suficiente para perceber que aquela pessoa não é a imagem que construíste dela. É uma pessoa. Tem contradições. Tem limitações. Tem inseguranças. Pode falhar. Pode ser menos extraordinária do que a representação que chegou até nós — e, ainda assim, continuar a ter algo extraordinário para ensinar. Porque uma referência que precisa de ser perfeita para ser admirada não é uma referência. É um ídolo. E talvez o exercício de destruir a imagem dos nossos ídolos seja, no fundo, um exercício de recuperar a capacidade de ver pessoas para além das representações. Não destruir a pessoa. Destruir a fantasia. Porque talvez o contrário de idolatrar alguém não seja deixar de admirá-lo. Talvez seja finalmente conseguir vê-lo.
No Talk Meeting, estivemos a conversar sobre a decadência da autenticidade e sobre uma coisa que me parece cada vez mais evidente: temos hoje um acesso enorme às pessoas, mas um acesso cada vez mais superficial àquilo que elas realmente são. Vemos opiniões, conquistas, fotografias, vídeos, cargos, números, momentos cuidadosamente selecionados e narrativas pessoais — e facilmente confundimos esse conjunto de representações com a própria pessoa. Foi nesse contexto que lancei o exercício: “Destruam a imagem das pessoas que vocês idolatram.” A provocação não era destruir a pessoa. Era destruir a representação que construímos dela. Porque, quando o nosso acesso a alguém é mediado quase exclusivamente pela imagem que essa pessoa apresenta, começamos inevitavelmente a preencher os espaços em branco. Fazemos inferências sobre carácter, competência, felicidade, inteligência, valores e até sobre a vida daquela pessoa com base em fragmentos. E é aí que surgem interpretações erróneas. Vemos o resultado e imaginamos o processo. Vemos confiança e imaginamos ausência de insegurança. Vemos sucesso e imaginamos uma vida resolvida. Vemos autenticidade e assumimos que não existe encenação. É difícil não pensar em Guy Debord e em A Sociedade do Espetáculo: a representação deixa de ser apenas uma forma de mostrar a realidade e começa a ocupar o lugar da própria realidade. O problema não é apenas que as pessoas constroem imagens de si mesmas. Nós também passamos a relacionar-nos com essas imagens como se fossem a pessoa inteira. É daí que vem o “Never meet your idols”. Normalmente, a frase significa: não conheças demasiado bem quem admiras, porque podes desiludir-te. Eu penso quase no sentido contrário. Desilude-te. Desencanta-te o suficiente para perceber que aquela pessoa não é a imagem que construíste dela. É uma pessoa. Tem contradições. Tem limitações. Tem inseguranças. Pode falhar. Pode ser menos extraordinária do que a representação que chegou até nós — e, ainda assim, continuar a ter algo extraordinário para ensinar. Porque uma referência que precisa de ser perfeita para ser admirada não é uma referência. É um ídolo. E talvez o exercício de destruir a imagem dos nossos ídolos seja, no fundo, um exercício de recuperar a capacidade de ver pessoas para além das representações. Não destruir a pessoa. Destruir a fantasia. Porque talvez o contrário de idolatrar alguém não seja deixar de admirá-lo. Talvez seja finalmente conseguir vê-lo.

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