@zixian38:

เห็ดต้มมาม่า🍄
เห็ดต้มมาม่า🍄
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Thursday 25 June 2026 07:14:22 GMT
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​Eu queimei a previsibilidade na fogueira de uma infância incerta, buscando no amor não um fogo, mas um teto.  E o amor veio cedo.  Ele tinha mãos de cura e olhos que prometiam o amanhã.  Ele me ensinou a leveza das tardes e, ironicamente, me deu a maior das armas: o desapego do medo de estar só.  Eu achava que ele era o destino; ele era, na verdade, o meu preparo. ​Então, veio o eclipse. ​Onde havia segurança, surgiu o cerco.  Onde havia cura, instalou-se o medo.  Um amor que não ensinava a voar, mas a duvidar das próprias asas.  Vivi o avesso de mim mesma, embrulhada em uma vaidade que me consumia enquanto eu tentava, em vão, pintar uma saída que o outro insistia em apagar. ​Por anos, a lembrança daquele primeiro porto foi um navio ancorado, esperando o fim da tempestade.  Um pacto silencioso de preservação, um cais intacto no meio do caos.  Mas a vida, em sua ironia mais cortante, não joga com a nossa contagem de tempo.  Quando finalmente consegui retornar, o cais estava vazio.  O navio não partiu por escolha; foi levado pela correnteza do destino, deixando apenas o espaço ocupado pelo silêncio. ​Muitos teriam naufragado ali, no encontro do trauma com a ausência. Mas é aqui que a conta fecha: o amor que me ensinou tudo antes de ir, deixou a estrutura cimentada no escuro. ​Segurei o peso que poucos suportariam porque, embora o navio não estivesse mais lá, ele havia me ensinado a ser o meu próprio solo.  A previsibilidade morreu, o cais silenciou, mas a mulher que restou é o monumento de uma cura que nem o narciso, nem o tempo, conseguiram derrubar. ​#Sentimentos #reflexao #superacao #amorverdadero #amorquecura
​Eu queimei a previsibilidade na fogueira de uma infância incerta, buscando no amor não um fogo, mas um teto. E o amor veio cedo. Ele tinha mãos de cura e olhos que prometiam o amanhã. Ele me ensinou a leveza das tardes e, ironicamente, me deu a maior das armas: o desapego do medo de estar só. Eu achava que ele era o destino; ele era, na verdade, o meu preparo. ​Então, veio o eclipse. ​Onde havia segurança, surgiu o cerco. Onde havia cura, instalou-se o medo. Um amor que não ensinava a voar, mas a duvidar das próprias asas. Vivi o avesso de mim mesma, embrulhada em uma vaidade que me consumia enquanto eu tentava, em vão, pintar uma saída que o outro insistia em apagar. ​Por anos, a lembrança daquele primeiro porto foi um navio ancorado, esperando o fim da tempestade. Um pacto silencioso de preservação, um cais intacto no meio do caos. Mas a vida, em sua ironia mais cortante, não joga com a nossa contagem de tempo. Quando finalmente consegui retornar, o cais estava vazio. O navio não partiu por escolha; foi levado pela correnteza do destino, deixando apenas o espaço ocupado pelo silêncio. ​Muitos teriam naufragado ali, no encontro do trauma com a ausência. Mas é aqui que a conta fecha: o amor que me ensinou tudo antes de ir, deixou a estrutura cimentada no escuro. ​Segurei o peso que poucos suportariam porque, embora o navio não estivesse mais lá, ele havia me ensinado a ser o meu próprio solo. A previsibilidade morreu, o cais silenciou, mas a mulher que restou é o monumento de uma cura que nem o narciso, nem o tempo, conseguiram derrubar. ​#Sentimentos #reflexao #superacao #amorverdadero #amorquecura

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