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Às vezes você entra na vida de alguém oferecendo exatamente aquilo que ela nunca recebeu: presença, paciência, cuidado, constância, afeto. Mas existe algo difícil de compreender: nem sempre encontrar amor significa conseguir recebê-lo. Na psicanálise, entendemos que todo sujeito se constitui a partir da falta. É justamente porque algo nos falta que o desejo nasce, que buscamos o outro, o amor, o reconhecimento, o pertencimento. A falta faz parte da própria constituição psíquica humana. Mas Freud também nos mostra que, no início da vida, precisamos ser investidos amorosamente para construir nossa base psíquica.  No chamado narcisismo primário, o bebê se constitui a partir do olhar, do cuidado e da presença de alguém, que o faz sentir que sua existência tem valor. Quando esse amor primordial falha de forma intensa, através da ausência emocional, do abandono, da instabilidade ou da indiferença a falta deixa de ser apenas estruturante. Ela pode se tornar uma ferida narcísica. E então, muitas vezes, o sujeito passa a se organizar emocionalmente em torno da própria defesa. Por isso, às vezes, o problema não é a falta de amor, mas a estrutura emocional que impede o recebimento dele. É que receber amor também pode ser assustador para quem aprendeu que vínculo significa dor, perda ou abandono. Porque, às vezes, a dor conhecida parece menos assustadora do que o desconhecido. Nem sempre o outro rejeita você. Às vezes ele rejeita tudo aquilo que ameaça desmontar a forma como aprendeu a sobreviver emocionalmente. O amor pode abrir caminhos. Mas ninguém muda apenas porque encontrou alguém disposto a amar. #psicanalise  #psicanálise  #psicoterapia  #psicanaliseclinica  #linknabio
Às vezes você entra na vida de alguém oferecendo exatamente aquilo que ela nunca recebeu: presença, paciência, cuidado, constância, afeto. Mas existe algo difícil de compreender: nem sempre encontrar amor significa conseguir recebê-lo. Na psicanálise, entendemos que todo sujeito se constitui a partir da falta. É justamente porque algo nos falta que o desejo nasce, que buscamos o outro, o amor, o reconhecimento, o pertencimento. A falta faz parte da própria constituição psíquica humana. Mas Freud também nos mostra que, no início da vida, precisamos ser investidos amorosamente para construir nossa base psíquica. No chamado narcisismo primário, o bebê se constitui a partir do olhar, do cuidado e da presença de alguém, que o faz sentir que sua existência tem valor. Quando esse amor primordial falha de forma intensa, através da ausência emocional, do abandono, da instabilidade ou da indiferença a falta deixa de ser apenas estruturante. Ela pode se tornar uma ferida narcísica. E então, muitas vezes, o sujeito passa a se organizar emocionalmente em torno da própria defesa. Por isso, às vezes, o problema não é a falta de amor, mas a estrutura emocional que impede o recebimento dele. É que receber amor também pode ser assustador para quem aprendeu que vínculo significa dor, perda ou abandono. Porque, às vezes, a dor conhecida parece menos assustadora do que o desconhecido. Nem sempre o outro rejeita você. Às vezes ele rejeita tudo aquilo que ameaça desmontar a forma como aprendeu a sobreviver emocionalmente. O amor pode abrir caminhos. Mas ninguém muda apenas porque encontrou alguém disposto a amar. #psicanalise #psicanálise #psicoterapia #psicanaliseclinica #linknabio

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