@nopess20: topaz on mobile is very good😭😭😭😭#CapCut #topaz #15fps#fyp #240p

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qyu_qyu1
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2026-07-01 07:42:22
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Mas a saudade que eu sinto não é daquelas que se curam com uma ligação, uma mensagem ou uma visita inesperada. É uma saudade sem caminho de volta. Eu poderia atravessar cidades, bater em portas, refazer trajetos, voltar aos lugares onde tudo aconteceu. Poderia até encontrar os mesmos bancos, as mesmas ruas e as mesmas janelas. Mas não encontraria aquilo que procuro. Porque o que eu perdi já não mora em lugar nenhum. Ficou no tempo. Sinto saudade de conversas que terminaram sem que eu soubesse que eram as últimas. De dias que eu não fotografei porque imaginei que haveria milhares iguais. De momentos tão simples que passaram despercebidos enquanto aconteciam. A vida tem esse costume cruel de só revelar a importância de certas coisas depois que elas acabam. E então a gente passa anos tentando revisitar um capítulo que já foi encerrado. Às vezes, eu me pego imaginando como seria voltar. Sentar novamente naquele instante exato. Ouvir as mesmas vozes. Ver os mesmos rostos. Dizer as palavras que ficaram guardadas. Fazer diferente o que fiz de errado. Valorizar o que tratei como permanente. Mas o tempo não negocia. Ele não devolve pessoas, não repete estações e não abre exceções para quem se arrependeu. Por isso a saudade dói tanto. Porque ela nasce justamente daquilo que amamos e não podemos alcançar outra vez. Carrego lembranças como quem guarda cartas antigas encontradas no fundo de uma gaveta. Não servem para mudar o presente, mas ainda têm o poder de mudar um dia inteiro quando são abertas. E existem noites em que elas voltam todas de uma vez. Os rostos, as vozes, os detalhes. Tudo tão vivo dentro de mim que, por alguns segundos, parece possível tocar o que já passou. Mas não é. E talvez a parte mais difícil da saudade seja essa: entender que algumas coisas não terminaram dentro do coração. Apenas terminaram na vida. Então eu caminho. Não porque esqueci. Não porque deixou de importar. Mas porque certas histórias não foram feitas para continuar. Foram feitas para existir durante um tempo, deixar marcas profundas e partir. Ainda sinto falta. Todos os dias. Só aprendi que existem viagens que não podem ser refeitas, portas que não podem ser reabertas e capítulos que não aceitam novas páginas. E é justamente por não poder voltar que algumas lembranças se tornam eternas. Porque há coisas que o tempo leva para longe, mas nunca consegue levar para fora de nós.
Mas a saudade que eu sinto não é daquelas que se curam com uma ligação, uma mensagem ou uma visita inesperada. É uma saudade sem caminho de volta. Eu poderia atravessar cidades, bater em portas, refazer trajetos, voltar aos lugares onde tudo aconteceu. Poderia até encontrar os mesmos bancos, as mesmas ruas e as mesmas janelas. Mas não encontraria aquilo que procuro. Porque o que eu perdi já não mora em lugar nenhum. Ficou no tempo. Sinto saudade de conversas que terminaram sem que eu soubesse que eram as últimas. De dias que eu não fotografei porque imaginei que haveria milhares iguais. De momentos tão simples que passaram despercebidos enquanto aconteciam. A vida tem esse costume cruel de só revelar a importância de certas coisas depois que elas acabam. E então a gente passa anos tentando revisitar um capítulo que já foi encerrado. Às vezes, eu me pego imaginando como seria voltar. Sentar novamente naquele instante exato. Ouvir as mesmas vozes. Ver os mesmos rostos. Dizer as palavras que ficaram guardadas. Fazer diferente o que fiz de errado. Valorizar o que tratei como permanente. Mas o tempo não negocia. Ele não devolve pessoas, não repete estações e não abre exceções para quem se arrependeu. Por isso a saudade dói tanto. Porque ela nasce justamente daquilo que amamos e não podemos alcançar outra vez. Carrego lembranças como quem guarda cartas antigas encontradas no fundo de uma gaveta. Não servem para mudar o presente, mas ainda têm o poder de mudar um dia inteiro quando são abertas. E existem noites em que elas voltam todas de uma vez. Os rostos, as vozes, os detalhes. Tudo tão vivo dentro de mim que, por alguns segundos, parece possível tocar o que já passou. Mas não é. E talvez a parte mais difícil da saudade seja essa: entender que algumas coisas não terminaram dentro do coração. Apenas terminaram na vida. Então eu caminho. Não porque esqueci. Não porque deixou de importar. Mas porque certas histórias não foram feitas para continuar. Foram feitas para existir durante um tempo, deixar marcas profundas e partir. Ainda sinto falta. Todos os dias. Só aprendi que existem viagens que não podem ser refeitas, portas que não podem ser reabertas e capítulos que não aceitam novas páginas. E é justamente por não poder voltar que algumas lembranças se tornam eternas. Porque há coisas que o tempo leva para longe, mas nunca consegue levar para fora de nós.

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