@pevirguladez: Uma professora universitária me mandou uma pergunta no direct que não cabia só numa resposta privada. Ela queria saber o que eu pensava sobre livros que descrevem a cor da criança negra como “marrom”, e citou Meninas Negras, da Madu Costa. A pergunta é legítima. E a resposta exige contexto. Porque “marrom” na boca de uma escritora negra de 73 anos, escrevendo desde os anos 2000, num Brasil que ainda não tinha a Lei 10.639, é uma coisa. “Marrom” na boca de um autor branco que constrói uma narrativa onde o racismo não existe, a desigualdade não existe, e tudo se resolve num elogio à cor da terra, é outra completamente diferente. No vídeo eu explico por que a análise de literatura infantil antirracista não começa pela palavra certa ou errada, começa por saber quem fala, de onde fala, e o que essa fala produz. Salva. Compartilha com quem forma educadores. Instituto MPBIA - Onde a educação antirracista entra pela arte e fica para sempre.
Allan Pevirguladez
Region: BR
Sunday 05 July 2026 15:42:00 GMT
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