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REINALDO AZEVEDO E WILLIAM WAACK DETONAM FLÁVIO BOLSONARO APÓS CARTA A TRUMP O senador Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao governo dos Estados Unidos pedindo a retirada das tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros. O documento gerou forte repercussão negativa e foi duramente criticado por dois dos principais jornalistas políticos do país. No programa O É da Coisa, da Band, Reinaldo Azevedo foi especialmente duro ao analisar a iniciativa de Flávio. Ele afirmou ter vergonha de olhar na cara do senador e classificou a carta como uma verdadeira chantagem contra o povo brasileiro. Segundo Azevedo, Flávio Bolsonaro prometeu aos americanos que, caso seja eleito, o Brasil sairia do Mercosul, facilitaria a vida das empresas Visa e Mastercard e ainda aceitaria colocar o Pix sob regulação dos Estados Unidos. O jornalista foi além ao afirmar que os Bolsonaro estão claramente negociando a soberania nacional em troca de apoio político externo. Para Reinaldo Azevedo, a proposta representa uma entrega de interesses estratégicos do Brasil aos norte-americanos, algo que ele considera inaceitável. No mesmo sentido, o jornalista William Waack também criticou duramente a família Bolsonaro em editorial na CNN. Waack destacou que, ao escrever a carta, Flávio Bolsonaro acabou admitindo que as tarifas impostas por Trump aumentaram a popularidade do presidente Lula. Segundo o jornalista, isso demonstra que a estratégia adotada pela família se mostrou contraproducente e apenas fortaleceu o principal adversário político deles. Waack também observou que os Bolsonaro parecem não compreender a natureza da política de tarifas de Donald Trump. O presidente americano, segundo o jornalista, não age por lealdade a Jair Bolsonaro nem a qualquer outro político estrangeiro. Ele utiliza tarifas como instrumento de pressão comercial em defesa dos interesses dos Estados Unidos, tratando aliados e adversários da mesma forma. A carta de Flávio Bolsonaro e as críticas de Reinaldo Azevedo e William Waack expõem uma contradição clara na estratégia da família. Ao tentar se aproximar de Trump para enfraquecer o governo Lula, os Bolsonaro acabaram reforçando a imagem de Lula como defensor da soberania nacional, enquanto eles próprios são vistos como dispostos a abrir mão de instrumentos importantes do país em troca de favores políticos. O presidente Lula também se manifestou sobre o episódio. Em nota divulgada nas redes sociais, ele classificou a carta enviada por Flávio Bolsonaro como “mais uma atitude de traidores da Pátria”. Lula afirmou que é inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos. O presidente reforçou ainda que o Brasil não está à venda e que a soberania nacional é inegociável. A repercussão da carta e as duras críticas de Reinaldo Azevedo, William Waack e do próprio presidente Lula evidenciam o quanto a aproximação da família Bolsonaro com o governo americano tem se mostrado problemática do ponto de vista político e estratégico. Em vez de enfraquecer o adversário, a iniciativa parece ter contribuído para fortalecer a narrativa de Lula como guardião dos interesses brasileiros diante de pressões externas.
REINALDO AZEVEDO E WILLIAM WAACK DETONAM FLÁVIO BOLSONARO APÓS CARTA A TRUMP O senador Flávio Bolsonaro enviou uma carta ao governo dos Estados Unidos pedindo a retirada das tarifas impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros. O documento gerou forte repercussão negativa e foi duramente criticado por dois dos principais jornalistas políticos do país. No programa O É da Coisa, da Band, Reinaldo Azevedo foi especialmente duro ao analisar a iniciativa de Flávio. Ele afirmou ter vergonha de olhar na cara do senador e classificou a carta como uma verdadeira chantagem contra o povo brasileiro. Segundo Azevedo, Flávio Bolsonaro prometeu aos americanos que, caso seja eleito, o Brasil sairia do Mercosul, facilitaria a vida das empresas Visa e Mastercard e ainda aceitaria colocar o Pix sob regulação dos Estados Unidos. O jornalista foi além ao afirmar que os Bolsonaro estão claramente negociando a soberania nacional em troca de apoio político externo. Para Reinaldo Azevedo, a proposta representa uma entrega de interesses estratégicos do Brasil aos norte-americanos, algo que ele considera inaceitável. No mesmo sentido, o jornalista William Waack também criticou duramente a família Bolsonaro em editorial na CNN. Waack destacou que, ao escrever a carta, Flávio Bolsonaro acabou admitindo que as tarifas impostas por Trump aumentaram a popularidade do presidente Lula. Segundo o jornalista, isso demonstra que a estratégia adotada pela família se mostrou contraproducente e apenas fortaleceu o principal adversário político deles. Waack também observou que os Bolsonaro parecem não compreender a natureza da política de tarifas de Donald Trump. O presidente americano, segundo o jornalista, não age por lealdade a Jair Bolsonaro nem a qualquer outro político estrangeiro. Ele utiliza tarifas como instrumento de pressão comercial em defesa dos interesses dos Estados Unidos, tratando aliados e adversários da mesma forma. A carta de Flávio Bolsonaro e as críticas de Reinaldo Azevedo e William Waack expõem uma contradição clara na estratégia da família. Ao tentar se aproximar de Trump para enfraquecer o governo Lula, os Bolsonaro acabaram reforçando a imagem de Lula como defensor da soberania nacional, enquanto eles próprios são vistos como dispostos a abrir mão de instrumentos importantes do país em troca de favores políticos. O presidente Lula também se manifestou sobre o episódio. Em nota divulgada nas redes sociais, ele classificou a carta enviada por Flávio Bolsonaro como “mais uma atitude de traidores da Pátria”. Lula afirmou que é inaceitável que a família Bolsonaro, com o seu entreguismo, queira submeter o Brasil aos interesses dos Estados Unidos. O presidente reforçou ainda que o Brasil não está à venda e que a soberania nacional é inegociável. A repercussão da carta e as duras críticas de Reinaldo Azevedo, William Waack e do próprio presidente Lula evidenciam o quanto a aproximação da família Bolsonaro com o governo americano tem se mostrado problemática do ponto de vista político e estratégico. Em vez de enfraquecer o adversário, a iniciativa parece ter contribuído para fortalecer a narrativa de Lula como guardião dos interesses brasileiros diante de pressões externas.

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