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Na minha opinião, é importante analisar esta situação com equilíbrio. No caso da Nilsa Fortunato, por ela ter apenas 15 anos, os pais ou responsáveis têm um papel muito importante em orientá-la sobre os riscos da exposição nas redes sociais. É verdade que algumas roupas, a maquiagem ou até alguns comportamentos podem fazer com que uma pessoa pareça mais velha do que realmente é, e isso pode levar algumas pessoas a fazer suposições erradas sobre a idade dela.
Mas também é verdade que isso nunca justifica o assédio. Se um adulto sabe, ou deveria saber, que ela tem apenas 15 anos, assediá-la é totalmente errado. A responsabilidade pelo assédio é sempre de quem escolhe assediar, nunca da adolescente.
Ao mesmo tempo, orientar adolescentes sobre segurança, limites, exposição nas redes sociais e sobre como proteger a própria privacidade é uma forma de cuidado e proteção, e não de culpabilização. Podemos falar sobre prevenção e responsabilidade sem transferir a culpa para quem sofre o assédio.
2026-07-08 19:58:53