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A Argentina não só apagou os negros — ela reescreveu a própria identidade pra fingir que eles nunca existiram. Hoje, o argentino médio realmente acredita que
A Argentina não só apagou os negros — ela reescreveu a própria identidade pra fingir que eles nunca existiram. Hoje, o argentino médio realmente acredita que "nunca teve escravidão na Argentina" e que o país sempre foi europeu. É uma amnésia nacional construída de propósito.E os números do apagamento são chocantes. No fim do século 18, pessoas negras eram cerca de um terço de Buenos Aires — e em províncias como Santiago del Estero e Catamarca, chegavam a mais da METADE da população. Buenos Aires tinha bairros negros inteiros, irmandades, jornais escritos por afro-argentinos, candombe nas ruas. Existia uma nação negra ali. Hoje, o censo registra menos de meio por cento. Foi um dos desaparecimentos populacionais mais radicais já documentados nas Américas.E olha o que eles apagaram junto com as pessoas: a cultura. O TANGO, o maior símbolo da Argentina no mundo, tem raiz negra. A palavra provavelmente vem de línguas africanas, e o ritmo nasceu nos candombes — as festas de tambor dos escravizados e seus descendentes. A Argentina exportou o tango pro mundo como símbolo de elegância europeia, e apagou completamente que ele nasceu do corpo e do tambor negro. Roubaram a cultura e jogaram fora o povo que criou ela.Teve até a construção de uma mentira "científica". Os intelectuais argentinos do século 19, obcecados com a Europa, trataram a população negra e indígena como um "atraso" a ser eliminado pra Argentina virar "a Europa da América do Sul". Não era preconceito escondido — era projeto nacional escrito, debatido e comemorado. Quando a população negra despencou, eles trataram isso como progresso.E o apagamento continua no presente. Só recentemente o movimento afro-argentino começou a lutar pra ser contado de novo no censo, pra provar que sobreviveram, que nunca sumiram de verdade — só foram tornados invisíveis. Estima-se que mais de um milhão de argentinos hoje tenham ascendência africana e nem saibam, porque o Estado passou um século ensinando que eles não existiam.Um povo não desaparece em silêncio. Alguém precisa apagar a memória dele. E a Argentina apagou — das ruas, dos livros, do espelho. #fypbrasil #argentina🇦🇷 #racismo #colonialismo

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