@capttainboyy11_06: Nhà mình nhớ ủng hộ cả Bad Night của team anh @Dương Domic nhá 🙌 #CAPTAINBOY #TinhHaSayHi #ImDoiNguoiAnhThuong #IDNAT #DuongDomic

CAPTAIN BOY
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Monday 13 July 2026 11:01:14 GMT
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Comments

iam.pilynk
Chip🐣 :
Cap đổi gì để anh Dương nhảy thế?
2026-07-13 16:52:53
3780
cattuong502511
K thúiii💕 :
sớm cap oii
2026-07-13 11:02:24
1913
_huyntrzm_
huyntram💗🪷 :
Im đợi người em thương 🫣☺️
2026-07-13 11:35:00
463
t.r.a.m.n.e2
Mát tơ chét👽🖕🥐 :
anh quậy sao mất mẹ tích xanh ròi🥰
2026-07-18 08:33:46
13
nick2.captain
Zoi Thúy ❤️ :
ai trễ hơn tao
2026-07-13 14:30:08
68
chanchan.tracy
Chanchan.tracy :
oiiiii Dương Domic dạo này biết chúng tôy thích xem ảnh nhảy
2026-07-13 11:24:20
961
thy.nguyn.th719
❤️ :
ko nhìn mặt , tưởng Ivan nhảy :)) 😳
2026-07-15 22:59:55
0
ngc.bichdyeunhattg
bi ơi :
s anh dụ dc Dương nhảy bài này z =)))
2026-07-13 11:58:39
457
flashcuu_0301
bôn_⚡🐑 :
ai muộn hơn t
2026-07-13 11:42:04
40
nguoisuoiamlong0
eim thi~🎀. :
ai muộn = t😭
2026-07-13 12:30:12
36
piboohdd
⭒๋piboo🍼𖧷 :
hai bạn này có vẻ hợp nhể
2026-07-13 11:05:41
41
nguyentuankhangggg
A.Thuw🐟🐼 :
có ai trễ hơn t ko
2026-07-13 11:42:23
16
cookieecte._
cookiee dễ thương. :
2 anh em cute thê nhờ
2026-07-13 11:06:10
23
tendetreumeoth
lka :
bận nhớ bài
2026-07-14 07:08:45
5
kemne311
𝑲𝒆𝒎𝒎𝒎 :
: Bống Bông
2026-07-13 17:03:03
5
bngoc10070
bngoc :
ai muộn hơn t
2026-07-13 11:32:22
13
quynh_nhu300310
Quỳnh Như :
thử thách cho CAPTAIN BOY,dance cùng với 22 anh còn lại trên nền nhạc IDNAT
2026-07-13 11:29:52
72
_.veinfei
𝙖𝙫𝙮𝙯🎐🧸 :
Dẻo thế nhòooo -)))
2026-07-13 11:09:23
6
duc____duy
lại đợii rồiii :
ôi sớm 🥰
2026-07-13 11:02:44
17
_quynh.uhn_
anti Toán><❤️‍🩹 :
CAPTAIN BOY siêng đăng bài nhò, em bé cố lên nhaaa
2026-07-13 11:14:17
16
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Não se trata de duvidar da intenção de quem criou a Zuzu. Alimentar crianças, construir casas, levar médico e profissionalização alivia sofrimento real e tem valor. Mas quando um projeto passa quase uma década nisso e a situação da população só piora, deixa de importar quantos foram atendidos. É obrigatório perguntar por que a fila só cresce. Assistência trata a pessoa, não a máquina que reproduz a pobreza e enquanto essa máquina roda, a fila se renova mais rápido do que a fome diminui. Uma ONG em algum momento precisa mirar a estrutura: fiscalizar para onde vai o dinheiro do petróleo e cobrar do Estado o direito que a doação hoje substitui. Ajudar não isenta isso. Porque um país que exporta petróleo e importa a própria comida não tem um problema de escassez, tem um problema estrutural. Angola vende cerca de 90% do que exporta em um único produto, o petróleo (Banco Africano de Desenvolvimento). Quando o dólar do petróleo inunda a economia, a moeda se valoriza a ponto de tornar mais barato importar do que produzir, isso chama: doença holandesa. Angola exportava alimento para a África na última década colonial e hoje importa quase tudo que come.  Essa distorção é a forma como o poder se organiza. A renda do petróleo entra por uma estatal, a Sonangol, controlada pelo mesmo partido há 50 anos e sai concentrada: a filha do presidente que governou por quase quatro décadas presidiu essa estatal e virou a mulher mais rica da África, com o desvio documentado no Luanda Leaks. O dinheiro que falta na base tem endereço, ele fica em paraíso fiscal, não no Bengo. E quem tenta mostrar esse endereço mede o tamanho do problema. O jornalista Rafael Marques responde processo por investigar a fortuna do regime. O próprio Luanda Leaks só existiu porque um consórcio estrangeiro publicou dados de um hacker preso em Portugal. Por conta disso a Angola tem uma cadeira reservada à sociedade civil para auditar a receita do petróleo, a ITIE, à qual aderiu em 2022, mas ela segue vazia, porque apontar o cano custa processo enquanto servir o prato rende o like. Nada disso é exclusividade de Angola nem dos influenciadores brasileiros e é aqui que a crítica deixa de ser sobre a Zuzu. Em Vencedores Levam Tudo, Anand Giridharadas descreve o MarketWorld: a elite que quer mudar o mundo e continuar ganhando com o mundo como ele está. Essa generosidade dos influentes não apenas deixa de resolver o problema, ela o mantém, porque alivia a revolta dos de baixo, melhora a reputação dos de cima e sufoca a única coisa que resolveria de verdade: a solução coletiva, pública, obrigatória.  Essa doação humanitária ocupa lugar do direito e depois se apresenta como prova de que o direito não é necessário. Como o autor resume no caso dos Sackler, que financiavam museus com a fortuna do OxyContin enquanto o remédio matava lá fora: generosidade não é substituto de justiça. Ela acontece onde os poderosos se encontram, enquanto a injustiça acontece onde ninguém filma.
Não se trata de duvidar da intenção de quem criou a Zuzu. Alimentar crianças, construir casas, levar médico e profissionalização alivia sofrimento real e tem valor. Mas quando um projeto passa quase uma década nisso e a situação da população só piora, deixa de importar quantos foram atendidos. É obrigatório perguntar por que a fila só cresce. Assistência trata a pessoa, não a máquina que reproduz a pobreza e enquanto essa máquina roda, a fila se renova mais rápido do que a fome diminui. Uma ONG em algum momento precisa mirar a estrutura: fiscalizar para onde vai o dinheiro do petróleo e cobrar do Estado o direito que a doação hoje substitui. Ajudar não isenta isso. Porque um país que exporta petróleo e importa a própria comida não tem um problema de escassez, tem um problema estrutural. Angola vende cerca de 90% do que exporta em um único produto, o petróleo (Banco Africano de Desenvolvimento). Quando o dólar do petróleo inunda a economia, a moeda se valoriza a ponto de tornar mais barato importar do que produzir, isso chama: doença holandesa. Angola exportava alimento para a África na última década colonial e hoje importa quase tudo que come. Essa distorção é a forma como o poder se organiza. A renda do petróleo entra por uma estatal, a Sonangol, controlada pelo mesmo partido há 50 anos e sai concentrada: a filha do presidente que governou por quase quatro décadas presidiu essa estatal e virou a mulher mais rica da África, com o desvio documentado no Luanda Leaks. O dinheiro que falta na base tem endereço, ele fica em paraíso fiscal, não no Bengo. E quem tenta mostrar esse endereço mede o tamanho do problema. O jornalista Rafael Marques responde processo por investigar a fortuna do regime. O próprio Luanda Leaks só existiu porque um consórcio estrangeiro publicou dados de um hacker preso em Portugal. Por conta disso a Angola tem uma cadeira reservada à sociedade civil para auditar a receita do petróleo, a ITIE, à qual aderiu em 2022, mas ela segue vazia, porque apontar o cano custa processo enquanto servir o prato rende o like. Nada disso é exclusividade de Angola nem dos influenciadores brasileiros e é aqui que a crítica deixa de ser sobre a Zuzu. Em Vencedores Levam Tudo, Anand Giridharadas descreve o MarketWorld: a elite que quer mudar o mundo e continuar ganhando com o mundo como ele está. Essa generosidade dos influentes não apenas deixa de resolver o problema, ela o mantém, porque alivia a revolta dos de baixo, melhora a reputação dos de cima e sufoca a única coisa que resolveria de verdade: a solução coletiva, pública, obrigatória. Essa doação humanitária ocupa lugar do direito e depois se apresenta como prova de que o direito não é necessário. Como o autor resume no caso dos Sackler, que financiavam museus com a fortuna do OxyContin enquanto o remédio matava lá fora: generosidade não é substituto de justiça. Ela acontece onde os poderosos se encontram, enquanto a injustiça acontece onde ninguém filma.

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