@mamadou.yaya3:

mamadou yaya
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O chamado “defloramento” NÃO EXISTE. Também não existe um evento biológico chamado “perda da virgindade”. O hímen não é um lacre, não fecha a vagina e não foi feito para ser “rompido”. Ele possui formatos, espessuras e elasticidades diferentes de uma pessoa pra outra. Profissionais de saúde precisam abandonar o termo “virgindade”. O que existe é a primeira experiência sexual de uma pessoa e ponto. Quando lemos algumas passagens deste livro de 1950 (pra mim foi ontem) elas são absurdas. Naquela época, este livro era uma fonte de conhecimento. Era uma espécie de Google da sexualidade. Pessoas consultavam médicos, livros e enciclopédias para entender o próprio corpo. Não existiam vídeos, artigos científicos acessíveis, redes sociais ou profissionais especializados em saúde sexual como temos hoje. Imagine o impacto de ler que a dor da 1° relação sexual era “insignificante”, que as dificuldades aconteciam porque quem tinha clitóris estava com medo, resistindo ou “dificultando” o processo. Imagine quantas pessoas sentiram dor e concluíram que o problema estava nelas… quando a única informação disponível diz que aquilo é normal, tu para de procurar respostas. Aprende suportar, duvidar do próprio corpo e acreditar que sofrer faz parte. Imagina o quanto disso foi passado pra frente. Por isso tantas pessoas que carregam um clitóris passaram a acreditar que a dor fazia parte do funcionamento natural do próprio corpo. Foram ensinadas a acreditar nisso. Estava escrito nos livros, eram profissionais que escreviam os livros, a ciência da época afirmava como verdade. Estava em uma biblioteca. (Juro que pensar nisso me dá vontade de chorar.) A dor na relação não acontece porque alguém não colaborou. HOJE sabemos que músculos podem desenvolver tensão patológica. Tecidos podem apresentar aderências e restrições de mobilidade. Eles grudam e ficam presos, duros, são alterações físicas que merecem investigação e tratamento, terapia manual especializada. Infelizmente esse conhecimento levou décadas pra ser construído e felizmente hoje temos essa rede pra poder espalhar a palavra e desmentir tanto absurdo.
O chamado “defloramento” NÃO EXISTE. Também não existe um evento biológico chamado “perda da virgindade”. O hímen não é um lacre, não fecha a vagina e não foi feito para ser “rompido”. Ele possui formatos, espessuras e elasticidades diferentes de uma pessoa pra outra. Profissionais de saúde precisam abandonar o termo “virgindade”. O que existe é a primeira experiência sexual de uma pessoa e ponto. Quando lemos algumas passagens deste livro de 1950 (pra mim foi ontem) elas são absurdas. Naquela época, este livro era uma fonte de conhecimento. Era uma espécie de Google da sexualidade. Pessoas consultavam médicos, livros e enciclopédias para entender o próprio corpo. Não existiam vídeos, artigos científicos acessíveis, redes sociais ou profissionais especializados em saúde sexual como temos hoje. Imagine o impacto de ler que a dor da 1° relação sexual era “insignificante”, que as dificuldades aconteciam porque quem tinha clitóris estava com medo, resistindo ou “dificultando” o processo. Imagine quantas pessoas sentiram dor e concluíram que o problema estava nelas… quando a única informação disponível diz que aquilo é normal, tu para de procurar respostas. Aprende suportar, duvidar do próprio corpo e acreditar que sofrer faz parte. Imagina o quanto disso foi passado pra frente. Por isso tantas pessoas que carregam um clitóris passaram a acreditar que a dor fazia parte do funcionamento natural do próprio corpo. Foram ensinadas a acreditar nisso. Estava escrito nos livros, eram profissionais que escreviam os livros, a ciência da época afirmava como verdade. Estava em uma biblioteca. (Juro que pensar nisso me dá vontade de chorar.) A dor na relação não acontece porque alguém não colaborou. HOJE sabemos que músculos podem desenvolver tensão patológica. Tecidos podem apresentar aderências e restrições de mobilidade. Eles grudam e ficam presos, duros, são alterações físicas que merecem investigação e tratamento, terapia manual especializada. Infelizmente esse conhecimento levou décadas pra ser construído e felizmente hoje temos essa rede pra poder espalhar a palavra e desmentir tanto absurdo.

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