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Toda sexta-feira, pontualmente às 23h47, um ônibus antigo atravessa uma estrada de terra esquecida no interior de São Paulo uma linha que oficialmente não existe há mais de quarenta anos, desde que o veículo despencou num rio e matou todos a bordo. Numa dessas noites, um estudante cansado perde o último ônibus da cidade e, sem opção, embarca no coletivo fantasma. Dentro, o silêncio é opressivo. Os passageiros, vestidos com roupas de décadas passadas, encaram o vazio à frente. Aos poucos, o rapaz percebe o horror: cada um carrega as marcas da própria morte, corpos encharcados, ferimentos abertos, olhares vidrados e fotografias antigas amassadas nas mãos. Quando tenta descer, o motorista, com voz rouca e sem emoção, lhe entrega a sentença:
“Você só pode sair quando alguém ocupar o seu lugar.”
Preso num veículo que não para, o jovem precisa identificar o único outro passageiro vivo e entender por que o ônibus continua circulando toda semana. O que ele descobre é ainda mais perturbador: o coletivo não escolhe vítimas por acaso. Ele aparece apenas para aqueles que, sem saber, já estão condenados a morrer naquela mesma noite.
Tava pensando em escrever uma história assim
2026-07-21 02:29:02