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glenda.overstreet
Glenda Adams :
I can't recall...Bullsh*t
2026-08-01 00:18:49
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🎻🔊 Cânone em Ré Johann Pachelbel – canto difônico de Wolfgang Saus 🎤 Capela BAK, Aachen, 2014 • O Cânone se apoia num truque de construção. Embaixo fica um baixo de oito acordes que se repete cerca de 28 vezes, sem mudar uma vírgula do começo ao fim. Em cima, os violinos entram um de cada vez e vão empilhando variações cada vez mais rápidas sobre esse chão fixo. É essa arquitetura que torna a peça tão fácil de reconhecer. E foi ela que quase morreu junto com o autor: depois da morte de Pachelbel, a obra saiu de circulação por cerca de dois séculos. Voltou impressa dentro de um artigo acadêmico sobre música de câmara, e só virou fenômeno de verdade depois de uma gravação feita mais lenta e mais romântica do que o original, que uma rádio americana pôs no ar e o público não deixou mais sair. • Ouça de novo e repare só no chão da música, ignorando a melodia por um instante. Aquele desenho grave que volta, e volta, e volta é sempre o mesmo. É a parte que o violoncelista de qualquer orquestra toca sem parar enquanto os violinos ficam com toda a variação, e é motivo de piada antiga entre músicos: existe até um desabafo famoso em vídeo, gravado por um violoncelista, que correu o mundo inteiro. • Wolfgang Saus chegou a isso por um caminho torto. Ele é químico de formação, chegou a registrar patentes e trabalhava em pesquisa industrial quando largou tudo para se dedicar aos harmônicos da voz. A formação antiga não foi jogada fora. Ele ajudou a criar programas de análise sonora que fazem o harmônico aparecer na tela como uma linha visível, e isso mudou o ensino da técnica: o que antes se passava de ouvido, por imitação e tentativa, virou uma coisa que o aluno consegue ver enquanto faz. • 👉 Siga, o melhor da música clássica, diariamente no seu feed. • #pachelbel #canonemre #cantodifonico #musicaclassica
🎻🔊 Cânone em Ré Johann Pachelbel – canto difônico de Wolfgang Saus 🎤 Capela BAK, Aachen, 2014 • O Cânone se apoia num truque de construção. Embaixo fica um baixo de oito acordes que se repete cerca de 28 vezes, sem mudar uma vírgula do começo ao fim. Em cima, os violinos entram um de cada vez e vão empilhando variações cada vez mais rápidas sobre esse chão fixo. É essa arquitetura que torna a peça tão fácil de reconhecer. E foi ela que quase morreu junto com o autor: depois da morte de Pachelbel, a obra saiu de circulação por cerca de dois séculos. Voltou impressa dentro de um artigo acadêmico sobre música de câmara, e só virou fenômeno de verdade depois de uma gravação feita mais lenta e mais romântica do que o original, que uma rádio americana pôs no ar e o público não deixou mais sair. • Ouça de novo e repare só no chão da música, ignorando a melodia por um instante. Aquele desenho grave que volta, e volta, e volta é sempre o mesmo. É a parte que o violoncelista de qualquer orquestra toca sem parar enquanto os violinos ficam com toda a variação, e é motivo de piada antiga entre músicos: existe até um desabafo famoso em vídeo, gravado por um violoncelista, que correu o mundo inteiro. • Wolfgang Saus chegou a isso por um caminho torto. Ele é químico de formação, chegou a registrar patentes e trabalhava em pesquisa industrial quando largou tudo para se dedicar aos harmônicos da voz. A formação antiga não foi jogada fora. Ele ajudou a criar programas de análise sonora que fazem o harmônico aparecer na tela como uma linha visível, e isso mudou o ensino da técnica: o que antes se passava de ouvido, por imitação e tentativa, virou uma coisa que o aluno consegue ver enquanto faz. • 👉 Siga, o melhor da música clássica, diariamente no seu feed. • #pachelbel #canonemre #cantodifonico #musicaclassica

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