Mascarado Vendetta :
A Voz no Deserto
Boa noite, cidadãos. Ou devo dizer, boa noite, ecos de um passado que insiste em ser presente?Permitam-me evocar uma sombra, uma voz que, em seu tempo, bradou no deserto, alertando para as marés que se aproximavam. Falo de um homem, Enéas Carneiro, cuja visão, para muitos, era a de um profeta insano. Mas, como o tempo é um juiz implacável, suas palavras ressoam hoje com uma clareza assustadora, como um oráculo que se recusa a ser esquecido.Ele falava de soberania nacional, de um Brasil que se curvava a interesses alheios, de uma elite que se vendia e de um povo que, em sua ingenuidade, era levado ao matadouro. Naquela época, muitos riram, muitos o ignoraram, taxando-o de excêntrico, de radical. Mas agora, olhem ao redor! O que vemos senão a confirmação de suas mais sombrias previsões?Os anos passaram, as faces nos palanques mudaram, os discursos se adaptaram aos novos tempos, mas a essência, ah, a essência permanece a mesma. A mesma forma de governo, o mesmo sistema que se alimenta de nossa esperança e nos devolve desilusão. Eles prometem o novo, o diferente, a revolução, mas no fundo, é a mesma velha peça, com os mesmos velhos truques, apenas com um figurino mais moderno.Enéas nos alertou sobre a perda de nossa identidade, sobre a entrega de nossos recursos, sobre a fragilidade de nossa nação nas mãos de quem não a amava. E o que fizemos? Continuamos a dançar conforme a música, a acreditar nas promessas vazias, a nos contentar com as migalhas que nos são jogadas.
2026-08-01 21:37:26