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Felix nasceu e cresceu na Austrália; o inglês é a sua língua materna, aquela que ele aprendeu desde sempre, naturalmente. Já o coreano é um idioma totalmente diferente Quando ele foi para a Coreia, ele não estava apenas aprendendo um novo idioma, estava aprendendo um sistema de comunicação inteiramente novo, do zero. No começo da sua carreira, ele mesmo falou abertamente sobre o quanto tinha dificuldade: errava muito, tinha medo de falar e estudava horas e horas todos os dias para conseguir melhorar. O fato de hoje ele falar coreano com tanta segurança e fluência não é sorte — é resultado de anos de esforço, dedicação, coragem e trabalho duro, algo que merece ser aplaudido, não atacado.
Gritar com ele "você não sabe ler?" ou rir da cara dele é algo extremamente cruel, desnecessário e sem nenhuma noção. É cobrar de uma pessoa perfeição que nem mesmo muitos coreanos nativos têm. É esquecer que ele é uma pessoa que se esforça, que se dedica, que se expõe todos os dias para o público, e que faz isso em um idioma que não é o seu. Ele já conquistou algo que muita gente nunca vai conseguir: falar duas línguas com competência, e a segunda ele aprendeu já adulto, longe de casa, sem a família perto, no meio de uma carreira exigente. Isso mostra o quão inteligente, capaz e determinado ele é.
Ele não precisa ser perfeito para ser admirado e respeitado. Os erros dele não diminuem o talento, a personalidade, o coração enorme que ele tem. Cada palavra nova que ele aprende, cada frase que ele consegue falar melhor, cada avanço que ele faz é uma vitória merecida. Felix merece respeito, paciência e carinho — não zombaria, não pressão, não crueldade. Ele é incrível exatamente do jeito que ele é, e o esforço dele vale muito mais do que qualquer erro que ele possa cometer.
2026-08-18 21:29:29