@sedadahmed22:

پارێزەر سیداد احمد محمد
پارێزەر سیداد احمد محمد
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Region: IQ
Sunday 16 August 2026 20:42:37 GMT
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joon7883
joon7883 :
Yakmjara parezar bbenm awn ajwan be
2026-08-17 22:22:19
11
zanahatam8
Zana hatam44 :
اوه براي منه، زور سه ركه و ت و بيت
2026-08-17 14:08:02
9
papula12345667
ℤᎯℝΕΕ~ :
xwa sarkawtut bkat
2026-08-17 20:02:01
3
sesobashuri
Seso Bashuri :
bralla♥️
2026-08-17 22:31:37
3
dlodlo018
.. :
ماشاللە
2026-08-17 16:44:32
3
nott.november01
Arya🎀🍒 :
Waw
2026-08-17 18:54:44
3
warda.gull01
warda gull :
2026-08-17 20:19:18
1
rzgar.moneka
Rzgar Moneka :
ماشاء اللة لةدلي مامةي
2026-08-17 10:10:56
1
frmeskk38
gula'gardi💗 :
🥰
2026-08-17 17:31:56
0
dinaaland55
Dia :
سلاو و ريز بو كاك سيداد
2026-08-17 07:10:16
0
kuord_32_23
hzrvan💐 :
الله ڤي گرنژيني جه ندا لاوبو😂
2026-08-17 20:05:08
0
barzantahirxoshnaw
بارزان طاهر خۆشناو :
Shazi ganj
2026-08-17 00:46:40
0
danwn2022
🤎ZA🤎 :
💔
2026-08-18 08:20:33
2
namam.08
Namam e mhamad :
🤍
2026-08-17 23:53:25
1
hewr_1919
H e W r 𖣂 :
❤️❤️
2026-08-17 23:01:06
1
barzanhaidar237
barzanhaidar237 :
❤️❤️❤️
2026-08-17 19:28:33
1
barzanhaidar237
barzanhaidar237 :
🌹🌹🌹
2026-08-17 19:28:30
1
v4.h6
kurdstan🇹🇯 :
💐💐💐
2026-08-16 23:30:43
1
ahmad_xoshnaw9
AHMAD_XOSHNAW9 :
❤️❤️❤️
2026-08-17 07:25:44
1
masudhajekakol
masud :
🌺🌺🌺
2026-08-17 08:37:26
1
bwer_hadi
bwer_hadi :
❤️
2026-08-16 23:03:37
1
rawashexbzene
AGHA SHEXBZENE🤍 :
🌹🌹🌹
2026-08-17 16:26:53
0
albertfnzy
AlbertfNZy :
🏆
2026-08-18 05:10:33
0
.aras__
۴۵۶ :
❤️❤️❤️
2026-08-16 20:48:15
1
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No Talk Meeting, estivemos a conversar sobre a decadência da autenticidade e sobre uma coisa que me parece cada vez mais evidente: temos hoje um acesso enorme às pessoas, mas um acesso cada vez mais superficial àquilo que elas realmente são. Vemos opiniões, conquistas, fotografias, vídeos, cargos, números, momentos cuidadosamente selecionados e narrativas pessoais — e facilmente confundimos esse conjunto de representações com a própria pessoa. Foi nesse contexto que lancei o exercício: “Destruam a imagem das pessoas que vocês idolatram.” A provocação não era destruir a pessoa. Era destruir a representação que construímos dela. Porque, quando o nosso acesso a alguém é mediado quase exclusivamente pela imagem que essa pessoa apresenta, começamos inevitavelmente a preencher os espaços em branco. Fazemos inferências sobre carácter, competência, felicidade, inteligência, valores e até sobre a vida daquela pessoa com base em fragmentos. E é aí que surgem interpretações erróneas. Vemos o resultado e imaginamos o processo. Vemos confiança e imaginamos ausência de insegurança. Vemos sucesso e imaginamos uma vida resolvida. Vemos autenticidade e assumimos que não existe encenação. É difícil não pensar em Guy Debord e em A Sociedade do Espetáculo: a representação deixa de ser apenas uma forma de mostrar a realidade e começa a ocupar o lugar da própria realidade. O problema não é apenas que as pessoas constroem imagens de si mesmas. Nós também passamos a relacionar-nos com essas imagens como se fossem a pessoa inteira. É daí que vem o “Never meet your idols”. Normalmente, a frase significa: não conheças demasiado bem quem admiras, porque podes desiludir-te. Eu penso quase no sentido contrário. Desilude-te. Desencanta-te o suficiente para perceber que aquela pessoa não é a imagem que construíste dela. É uma pessoa. Tem contradições. Tem limitações. Tem inseguranças. Pode falhar. Pode ser menos extraordinária do que a representação que chegou até nós — e, ainda assim, continuar a ter algo extraordinário para ensinar. Porque uma referência que precisa de ser perfeita para ser admirada não é uma referência. É um ídolo. E talvez o exercício de destruir a imagem dos nossos ídolos seja, no fundo, um exercício de recuperar a capacidade de ver pessoas para além das representações. Não destruir a pessoa. Destruir a fantasia. Porque talvez o contrário de idolatrar alguém não seja deixar de admirá-lo. Talvez seja finalmente conseguir vê-lo.
No Talk Meeting, estivemos a conversar sobre a decadência da autenticidade e sobre uma coisa que me parece cada vez mais evidente: temos hoje um acesso enorme às pessoas, mas um acesso cada vez mais superficial àquilo que elas realmente são. Vemos opiniões, conquistas, fotografias, vídeos, cargos, números, momentos cuidadosamente selecionados e narrativas pessoais — e facilmente confundimos esse conjunto de representações com a própria pessoa. Foi nesse contexto que lancei o exercício: “Destruam a imagem das pessoas que vocês idolatram.” A provocação não era destruir a pessoa. Era destruir a representação que construímos dela. Porque, quando o nosso acesso a alguém é mediado quase exclusivamente pela imagem que essa pessoa apresenta, começamos inevitavelmente a preencher os espaços em branco. Fazemos inferências sobre carácter, competência, felicidade, inteligência, valores e até sobre a vida daquela pessoa com base em fragmentos. E é aí que surgem interpretações erróneas. Vemos o resultado e imaginamos o processo. Vemos confiança e imaginamos ausência de insegurança. Vemos sucesso e imaginamos uma vida resolvida. Vemos autenticidade e assumimos que não existe encenação. É difícil não pensar em Guy Debord e em A Sociedade do Espetáculo: a representação deixa de ser apenas uma forma de mostrar a realidade e começa a ocupar o lugar da própria realidade. O problema não é apenas que as pessoas constroem imagens de si mesmas. Nós também passamos a relacionar-nos com essas imagens como se fossem a pessoa inteira. É daí que vem o “Never meet your idols”. Normalmente, a frase significa: não conheças demasiado bem quem admiras, porque podes desiludir-te. Eu penso quase no sentido contrário. Desilude-te. Desencanta-te o suficiente para perceber que aquela pessoa não é a imagem que construíste dela. É uma pessoa. Tem contradições. Tem limitações. Tem inseguranças. Pode falhar. Pode ser menos extraordinária do que a representação que chegou até nós — e, ainda assim, continuar a ter algo extraordinário para ensinar. Porque uma referência que precisa de ser perfeita para ser admirada não é uma referência. É um ídolo. E talvez o exercício de destruir a imagem dos nossos ídolos seja, no fundo, um exercício de recuperar a capacidade de ver pessoas para além das representações. Não destruir a pessoa. Destruir a fantasia. Porque talvez o contrário de idolatrar alguém não seja deixar de admirá-lo. Talvez seja finalmente conseguir vê-lo.

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