@whateverpod: Brian Atlas DEBATES whatever podcast girl on marriage?!

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Wednesday 19 August 2026 22:04:04 GMT
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Comments

r_leelee
Rikki-LeeLee :
Two different backgrounds. But of course Brian thinks his opinion is better!
2026-08-20 02:15:08
8
with_in_reason
with_in_reason :
This podcast is so cancer
2026-08-20 03:01:16
16
mo.jo.jo.jo.8
♡ :
literally what is he even trying to argue here
2026-08-19 22:24:52
11
ab83191
Ab83 :
Isn’t Brian’s idol Andrew? How can anyone take him seriously
2026-08-22 18:37:53
0
iamnate4u
prive 😄 :
she has a point.. but he to... men have no benefits when devorce
2026-09-27 10:33:29
0
snicker_200iq
snicker :
Yea
2026-08-19 22:07:10
0
potatu57
John Politics :
ok
2026-08-19 22:10:09
0
rickeyredding1
rickeyredding1 :
But they will
2026-08-19 22:35:28
0
kriss_o9
𝖐𝖗𝖎𝖘🍀 :
2026-08-19 22:10:59
0
ash.y.ace
MAHERaga :
first time agreeing with a one of the women on tis podcast
2026-08-19 22:16:33
6
kristalykristof1
Kke999 :
1
2026-08-19 22:10:58
0
user27600702202292
user27600702202292 :
Why feminists encourage women to avoid marriage, yet see it as an issue, when men do the same? 😂 They will say that "marriage is slavery for a woman", yet will be mad, when men dont want to marry or court them 😂
2026-08-19 22:09:57
0
ivank74a
IVAN 🇲🇽 :
Women want to get married
2026-09-21 12:38:52
0
dongelgames
dongelgames :
👍🏿
2026-08-19 22:10:44
0
adapoe.molindo
adapoe.molindo :
😂😂😂
2026-09-15 07:30:44
0
yogiorion88
Ryan :
Well it may not be all women, but in my friend circle it has been. The chances are so high that its like betting red on a roulette wheel and all the numbers are black.
2026-08-30 07:09:41
0
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Todo mundo sabe que o cristianismo nasceu dos derrotados, seu fundador foi vítima na cruz. Uma pena que Roma reservava sobretudo ao escravo e ao rebelado. Seus primeiros seguidores recrutados foram o pescador, o coletor de impostos, a mulher sem posição legal, o escravo e o estrangeiro. Tal comunidade foi formada em território ocupado, sob administração militar. Foi daí que Paulo escreveu Filipenses e Filemom, de dentro da prisão. Uma doutrina acompanha o recrutamento. Mateus 5 declara bem-aventurado o pobre, o que chora, o perseguido e o faminto de justiça. Mateus 25 põe no julgamento final o faminto, o estrangeiro, o doente e o preso, porque Cristo é cada um deles. A lista de bênçãos e a de critérios então coincidem, porque ambas são listas de vítimas. Quando Roma executa os cristãos, completa esse desenho, pois fornece à seita os mortos que ela converteria em prova da sua verdade. A derrota material passa então a funcionar como credencial de cristão. E a Igreja vai gastar dezoito séculos para organizar quem entra no seu catálogo de excelência, sempre pelo mesmo critério de vítima. Em Mateus 25, nenhum dos dois grupos reconhece Cristo ali, e por isso ambos perguntam quando te vimos assim, Senhor. A surpresa dos dois lados desarma a leitura apologética segundo a qual os pequeninos seriam apenas missionários da Igreja. Porque ninguém ali pergunta por que aquela pessoa tem fome, ou por que ela está presa. Ou seja, a causa da necessidade não entra nesse critério. Voltando ao catálogo. O primeiro nome foi morto pelas mãos de Roma. É o Martírio de Policarpo, por volta de 155, que já traz o roteiro completo. Seu corpo queimado, descrito em linguagem de oferenda. Os ossos recolhidos, o aniversário celebrado no túmulo. Em 250, sob Décio, os sobreviventes da perseguição reivindicam autoridade para readmitir quem tinha renegado a fé. E Cipriano de Cartago escreve contra isso. Ou seja, o sofrimento já funcionava como título, porque a credencial tinha virado cargo. Com o Edito de Milão, em 313, Roma para de matar cristãos, e o culto fica sem matéria-prima. Sua saída foi transferir a vitimização do algoz para o próprio fiel. Nasce daí o chamado martírio branco. Antão vai para o deserto. Atanásio escreve a Vida de Antão por volta de 360. Jejum, insônia e recusa de sexo passam a valer como execução lenta, agora sem carrasco. Fome, que era desgraça alheia, virou escolha pessoal para santificação. E a perda segue pagando. A categoria seguinte traz de volta o necessitado da lista original. O bispo se firma como amante dos pobres, entre os séculos quarto e sexto, e converte essa função em autoridade sobre a cidade. João Crisóstomo, doutor da Igreja no século IV, sustentava que o altar do pobre vale mais do que o altar de pedra. Faminto e estrangeiro viraram então população administrada. Quem administrava, governava a cidade. Depois vieram as virgens, cuja santidade se mede pela violência que recusaram. Depois, os doutores, formalizados por Bonifácio VIII em 1298. A burocratização acompanha tudo isso, de Alexandre III reservando o reconhecimento ao papa até Francisco criando, em 2017, a oferta da própria vida como via de beatificação. Ou seja, a máquina que Roma acendeu no século segundo ganhou porta nova no século em que estamos. A base de tudo está no modelo de Paulo, o preso do primeiro parágrafo. Em Primeira Coríntios 11 ele manda que o imitem como ele imita Cristo, e a carta aos Colossenses fala em completar na própria carne o que falta às aflições de Cristo. Ou seja, a cruz não termina no Calvário, ela vira tarefa. Dois mil anos de santidade produziram, portanto, um catálogo em que toda excelência exige subtração. Houve mercador e rei canonizados, mas nenhum entrou pelo que acumulou. E sim por aquilo de que abriu mão. Quem hoje lê pobreza como falta de fé, seguindo a teologia da prosperidade importada dos Estados Unidos, está operando contra o pescador, contra o preso, contra a mulher sem posição e contra o estrangeiro que fundaram a coisa toda
Todo mundo sabe que o cristianismo nasceu dos derrotados, seu fundador foi vítima na cruz. Uma pena que Roma reservava sobretudo ao escravo e ao rebelado. Seus primeiros seguidores recrutados foram o pescador, o coletor de impostos, a mulher sem posição legal, o escravo e o estrangeiro. Tal comunidade foi formada em território ocupado, sob administração militar. Foi daí que Paulo escreveu Filipenses e Filemom, de dentro da prisão. Uma doutrina acompanha o recrutamento. Mateus 5 declara bem-aventurado o pobre, o que chora, o perseguido e o faminto de justiça. Mateus 25 põe no julgamento final o faminto, o estrangeiro, o doente e o preso, porque Cristo é cada um deles. A lista de bênçãos e a de critérios então coincidem, porque ambas são listas de vítimas. Quando Roma executa os cristãos, completa esse desenho, pois fornece à seita os mortos que ela converteria em prova da sua verdade. A derrota material passa então a funcionar como credencial de cristão. E a Igreja vai gastar dezoito séculos para organizar quem entra no seu catálogo de excelência, sempre pelo mesmo critério de vítima. Em Mateus 25, nenhum dos dois grupos reconhece Cristo ali, e por isso ambos perguntam quando te vimos assim, Senhor. A surpresa dos dois lados desarma a leitura apologética segundo a qual os pequeninos seriam apenas missionários da Igreja. Porque ninguém ali pergunta por que aquela pessoa tem fome, ou por que ela está presa. Ou seja, a causa da necessidade não entra nesse critério. Voltando ao catálogo. O primeiro nome foi morto pelas mãos de Roma. É o Martírio de Policarpo, por volta de 155, que já traz o roteiro completo. Seu corpo queimado, descrito em linguagem de oferenda. Os ossos recolhidos, o aniversário celebrado no túmulo. Em 250, sob Décio, os sobreviventes da perseguição reivindicam autoridade para readmitir quem tinha renegado a fé. E Cipriano de Cartago escreve contra isso. Ou seja, o sofrimento já funcionava como título, porque a credencial tinha virado cargo. Com o Edito de Milão, em 313, Roma para de matar cristãos, e o culto fica sem matéria-prima. Sua saída foi transferir a vitimização do algoz para o próprio fiel. Nasce daí o chamado martírio branco. Antão vai para o deserto. Atanásio escreve a Vida de Antão por volta de 360. Jejum, insônia e recusa de sexo passam a valer como execução lenta, agora sem carrasco. Fome, que era desgraça alheia, virou escolha pessoal para santificação. E a perda segue pagando. A categoria seguinte traz de volta o necessitado da lista original. O bispo se firma como amante dos pobres, entre os séculos quarto e sexto, e converte essa função em autoridade sobre a cidade. João Crisóstomo, doutor da Igreja no século IV, sustentava que o altar do pobre vale mais do que o altar de pedra. Faminto e estrangeiro viraram então população administrada. Quem administrava, governava a cidade. Depois vieram as virgens, cuja santidade se mede pela violência que recusaram. Depois, os doutores, formalizados por Bonifácio VIII em 1298. A burocratização acompanha tudo isso, de Alexandre III reservando o reconhecimento ao papa até Francisco criando, em 2017, a oferta da própria vida como via de beatificação. Ou seja, a máquina que Roma acendeu no século segundo ganhou porta nova no século em que estamos. A base de tudo está no modelo de Paulo, o preso do primeiro parágrafo. Em Primeira Coríntios 11 ele manda que o imitem como ele imita Cristo, e a carta aos Colossenses fala em completar na própria carne o que falta às aflições de Cristo. Ou seja, a cruz não termina no Calvário, ela vira tarefa. Dois mil anos de santidade produziram, portanto, um catálogo em que toda excelência exige subtração. Houve mercador e rei canonizados, mas nenhum entrou pelo que acumulou. E sim por aquilo de que abriu mão. Quem hoje lê pobreza como falta de fé, seguindo a teologia da prosperidade importada dos Estados Unidos, está operando contra o pescador, contra o preso, contra a mulher sem posição e contra o estrangeiro que fundaram a coisa toda

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