@dr_lebronjames2: #drtenma #jaylenbrown

Dr. Tenma
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Thursday 20 August 2026 22:53:57 GMT
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jajac5294
. :
how does this affect brons legacy tho
2026-08-21 12:36:34
306
addelyn8
addelyn🪎 :
Ts is frying me
2026-08-21 05:10:12
280
pyo.mo
sami :
jalen brown up there with Albert and Einstein in smarts
2026-08-21 10:52:19
51
just.c.u.z
just.c.u.z :
Yall not hearing him
2026-08-21 18:15:15
4
ybgmaxey
ybg maxey :
jaylen brown got a vid for everything 😭
2026-08-21 17:16:12
8
y2e8p
Y2e8p :
Two steps ahead. I am always two steps ahead.
2026-08-21 20:38:14
1
dagoombastompa
goomba :
Dr Tenma elite reference
2026-08-21 14:58:24
6
dghykwim
Fat Dick Star :
I'm investing in ts
2026-08-21 00:00:37
2
easymoneyburner2
Gethigher77 :
They explain the most common sense shi to me
2026-08-21 14:39:58
2
..sheaf
. :
Y’all making fun of Jaylin Brown and stuff but he’s genuinely an academic genius bro 😭
2026-08-21 18:12:13
1
arthurcox38
arthurcox38 :
2026-08-21 13:25:13
0
kapsn5
kapsn5 :
2026-08-20 23:44:23
0
.younghoshi
Youngho🇩🇴🇭🇹 :
onb I be rewording them TikToks
2026-08-21 14:37:59
0
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O inferno não existe. E no fim dos tempos, todos serão salvos. Essa era a doutrina da apocatástase, defendida por Orígenes e depois enterrada pela ortodoxia. Porque no lugar da reconciliação, entrou o medo. Só que esse inferno não veio da Bíblia, Jesus falava de Guéna, um vale real nos arredores de Jerusalém, os apóstolos usavam palavras como Hades e Tártaro, tiradas da mitologia grega. Nenhuma dessas palavras significava um inferno eterno como a gente imagina hoje. Essa imagem veio depois, construída aos poucos. Primeiro, na patrística, quando a escola de Antioquia, mais literalista e jurídica, venceu a tradição de Alexandria, que era simbólica e pedagógica. Depois na escolástica medieval, com uma teologia baseada em pecado, castigo e mérito. Sua ideia era organizar a fé como se fosse um tribunal, assim o inferno virou sentença. Foi aí que a arte entrou. Dante, na Divina Comédia, transformou essa teologia num código penal espiritual, inferno com círculos, penas e categorias morais. Depois veio John Milton, em O Paraíso Perdido, quem deu ao diabo um rosto humanizado, uma alma e uma tragédia. A partir deles, o inferno e o diabo viraram imagem fixa: um lugar onde se queima pela eternidade, com tridente, enxofre e um Satã encarnado. Mas essa imagem não veio da revelação. Veio de séculos de medo, política e poder. Como explica Elaine Pagels, o Satã que conhecemos hoje é uma construção teológica e ideológica, criada para definir inimigos, acusar opositores e fortalecer a ortodoxia. E como mostra o estudo sobre a demonologia cristã, o inferno foi e ainda é usado como instrumento de controle social, uma pedagogia do pavor. referências bibliográficas: SINHA, Parthiva. A Comparative Analysis of Hell Presented by Dante Alighieri, John Milton and James Joyce. Global Journal of Arts, Humanities and Social Sciences, v. 10, n. 4, p. 63–66, 2022. PAGELS, Elaine. The Origin of Satan: How Christians Came to Demonize Jews, Pagans, and Heretics. New York: Vintage Books, 1996. SILVA, W. F. da. Imaginário do Medo: Demonologia, Pecado e Controle Social na Cultura Cristã Ocidental. Revista ReVLeSa, v. 4, n. 7, 2021.@Felipe Gini
O inferno não existe. E no fim dos tempos, todos serão salvos. Essa era a doutrina da apocatástase, defendida por Orígenes e depois enterrada pela ortodoxia. Porque no lugar da reconciliação, entrou o medo. Só que esse inferno não veio da Bíblia, Jesus falava de Guéna, um vale real nos arredores de Jerusalém, os apóstolos usavam palavras como Hades e Tártaro, tiradas da mitologia grega. Nenhuma dessas palavras significava um inferno eterno como a gente imagina hoje. Essa imagem veio depois, construída aos poucos. Primeiro, na patrística, quando a escola de Antioquia, mais literalista e jurídica, venceu a tradição de Alexandria, que era simbólica e pedagógica. Depois na escolástica medieval, com uma teologia baseada em pecado, castigo e mérito. Sua ideia era organizar a fé como se fosse um tribunal, assim o inferno virou sentença. Foi aí que a arte entrou. Dante, na Divina Comédia, transformou essa teologia num código penal espiritual, inferno com círculos, penas e categorias morais. Depois veio John Milton, em O Paraíso Perdido, quem deu ao diabo um rosto humanizado, uma alma e uma tragédia. A partir deles, o inferno e o diabo viraram imagem fixa: um lugar onde se queima pela eternidade, com tridente, enxofre e um Satã encarnado. Mas essa imagem não veio da revelação. Veio de séculos de medo, política e poder. Como explica Elaine Pagels, o Satã que conhecemos hoje é uma construção teológica e ideológica, criada para definir inimigos, acusar opositores e fortalecer a ortodoxia. E como mostra o estudo sobre a demonologia cristã, o inferno foi e ainda é usado como instrumento de controle social, uma pedagogia do pavor. referências bibliográficas: SINHA, Parthiva. A Comparative Analysis of Hell Presented by Dante Alighieri, John Milton and James Joyce. Global Journal of Arts, Humanities and Social Sciences, v. 10, n. 4, p. 63–66, 2022. PAGELS, Elaine. The Origin of Satan: How Christians Came to Demonize Jews, Pagans, and Heretics. New York: Vintage Books, 1996. SILVA, W. F. da. Imaginário do Medo: Demonologia, Pecado e Controle Social na Cultura Cristã Ocidental. Revista ReVLeSa, v. 4, n. 7, 2021.@Felipe Gini

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