@ao_pengpeng: ผมอ๋าวรุ่ยเผิงสามขวบเองงับ☺️ 23.8.26 งานโปรโมตซีรีส์ Pull Strings (师兄太稳健) #ศิษย์พี่อย่าเคร่งนักเลย #AoRuipeng #敖瑞鹏 #อ๋าวรุ่ยเผิง #PullStrings

อ๋าวจื่อ
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Sunday 23 August 2026 16:12:37 GMT
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Um homem chamou um morador de rua até o carro, fingindo que daria dinheiro. Quando o rapaz se aproximou, ele perguntou quanto conseguia ganhar por dia e, em seguida, deu um tapa em seu rosto. O homem que agrediu é empresário. O motorista, que filmava a cena, também. E isso torna tudo ainda mais grave: não foi um impulso do momento. Eles filmaram, planejaram e transformaram a humilhação de uma pessoa vulnerável em entretenimento. O vídeo caiu na internet, viralizou e causou revolta. A Polícia Civil investigou o caso e, depois, a Defensoria Pública entrou com uma ação contra os dois. Na delegacia, eles disseram estar arrependidos. Mas fica a pergunta: arrependidos do que fizeram ou arrependidos porque o vídeo se tornou público? Esse caso mostra um lado sombrio do comportamento humano. A ciência chama um dos mecanismos envolvidos de desengajamento moral. Normalmente, a empatia funciona como um freio: dificulta que machuquemos outra pessoa. Mas esse freio pode ser enfraquecido quando alguém minimiza o dano, culpa a vítima ou deixa de enxergá-la como plenamente humana. Esse processo é chamado de desumanização. A pessoa deixa de ser alguém com história, medos, sentimentos e dores. Vira apenas “o mendigo”, “o vagabundo” ou, neste caso, um objeto usado para divertir um amigo e produzir um vídeo. E pessoas em situação de rua são especialmente vulneráveis a esse processo. Estudos de neuroimagem já mostraram que, diante de alguns grupos extremamente marginalizados, regiões cerebrais envolvidas na percepção do outro como alguém que pensa e sente podem apresentar respostas reduzidas. Quando você deixa de enxergar a humanidade de alguém, fica muito mais fácil humilhar, desprezar ou agredir essa pessoa. A barbaridade começa muito antes do tapa. Ela começa quando alguém deixa de enxergar o outro como gente. Autoconhecimento é liberdade.
Um homem chamou um morador de rua até o carro, fingindo que daria dinheiro. Quando o rapaz se aproximou, ele perguntou quanto conseguia ganhar por dia e, em seguida, deu um tapa em seu rosto. O homem que agrediu é empresário. O motorista, que filmava a cena, também. E isso torna tudo ainda mais grave: não foi um impulso do momento. Eles filmaram, planejaram e transformaram a humilhação de uma pessoa vulnerável em entretenimento. O vídeo caiu na internet, viralizou e causou revolta. A Polícia Civil investigou o caso e, depois, a Defensoria Pública entrou com uma ação contra os dois. Na delegacia, eles disseram estar arrependidos. Mas fica a pergunta: arrependidos do que fizeram ou arrependidos porque o vídeo se tornou público? Esse caso mostra um lado sombrio do comportamento humano. A ciência chama um dos mecanismos envolvidos de desengajamento moral. Normalmente, a empatia funciona como um freio: dificulta que machuquemos outra pessoa. Mas esse freio pode ser enfraquecido quando alguém minimiza o dano, culpa a vítima ou deixa de enxergá-la como plenamente humana. Esse processo é chamado de desumanização. A pessoa deixa de ser alguém com história, medos, sentimentos e dores. Vira apenas “o mendigo”, “o vagabundo” ou, neste caso, um objeto usado para divertir um amigo e produzir um vídeo. E pessoas em situação de rua são especialmente vulneráveis a esse processo. Estudos de neuroimagem já mostraram que, diante de alguns grupos extremamente marginalizados, regiões cerebrais envolvidas na percepção do outro como alguém que pensa e sente podem apresentar respostas reduzidas. Quando você deixa de enxergar a humanidade de alguém, fica muito mais fácil humilhar, desprezar ou agredir essa pessoa. A barbaridade começa muito antes do tapa. Ela começa quando alguém deixa de enxergar o outro como gente. Autoconhecimento é liberdade.

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