Jefferson Luiz :
O secretário de Segurança Pública, Guilherme Muraro Derrite, ao assumir a pasta, juntamente com sua equipe técnica, elaborou um reajuste diferenciado para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, posteriormente sancionado pelo governador.
Ao analisar a folha de pagamento, era evidente que os terceiros-sargentos e os segundos-tenentes veteranos representavam um dos maiores contingentes da Corporação. Ainda assim, foram justamente essas categorias que receberam os menores índices: enquanto o segundo-tenente teve 13% de aumento, um aluno-oficial, que sequer havia iniciado efetivamente sua carreira, recebeu 34%. Um capitão, que já possui remuneração superior à de um segundo-tenente, recebeu 28%.
Para muitos veteranos, isso foi mais do que uma diferença salarial: foi uma profunda sensação de discriminação e injustiça contra homens e mulheres que dedicaram décadas de suas vidas à Polícia Militar.
Essa decisão deixou uma marca que dificilmente será apagada da história da Corporação. Muitos veteranos permanecem decepcionados até hoje — alguns profundamente abalados por aquilo que consideraram uma falta de reconhecimento por toda uma vida de serviço.
No fim, fica uma pergunta que dispensa resposta: quem toma uma decisão que causa tamanha decepção em quem dedicou a própria vida à instituição consegue realmente descansar em paz com a própria consciência?
2026-09-03 18:34:15